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Trump reduz prazo para fim da guerra na Ucrânia e ameaça impor novas sanções à Rússia

A declaração foi feita enquanto o Donald Trump participa de reuniões com líderes europeus e aproveita parte da viagem para jogar golfe.
President Trump & the First Lady's Trip to Europe ((Official White House Photo by Shealah Craighead)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (28) um novo prazo para que a Rússia encerre as hostilidades na Ucrânia. A informação foi divulgada pela Agência Reuters, e durante encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na Escócia, Trump declarou que o limite anterior de 50 dias foi reduzido para “10 ou 12 dias”, em razão da estagnação nas negociações e da continuidade dos ataques russos.

A declaração foi feita enquanto o presidente norte-americano participa de reuniões com líderes europeus e aproveita parte da viagem para jogar golfe. Segundo Trump, não há motivo para aguardar mais tempo diante da falta de avanços concretos no cessar-fogo. “Simplesmente não vemos progresso algum”, afirmou a jornalistas.

Frustração com Putin

Trump expressou frustração com o presidente russo, Vladimir Putin, por seguir com bombardeios contra cidades ucranianas. “Estou decepcionado com o presidente Putin. Acho que já sei qual vai ser o desfecho”, declarou. Ele reiterou que o conflito, que já dura mais de três anos, poderia ter sido resolvido rapidamente. Antes de reassumir a Casa Branca, Trump havia prometido encerrar a guerra em apenas 24 horas.

Apesar da retórica, o presidente norte-americano não indicou medidas imediatas. A ameaça de sanções adicionais, tanto à Rússia quanto a países que mantêm comércio com Moscou, permanece condicionada à ausência de um acordo até o início de setembro.

Relação ambígua

A postura de Trump em relação a Putin permanece marcada por ambivalência. Apesar das críticas públicas, ele voltou a mencionar o histórico de uma “boa relação” com o líder russo. Ainda assim, destacou episódios que, segundo ele, agravam a situação do conflito. “Pensamos que estava resolvido, mas então Putin volta a lançar foguetes em cidades como Kyiv e mata várias pessoas em um asilo, ou algo assim. Isso não é forma de agir”, afirmou.

Até o momento, o Kremlin não se manifestou sobre as declarações.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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