Começou nesta segunda-feira (29) a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. Ele está preso sob acusação do feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e também por fraude processual.
A audiência ocorre no Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, na zona oeste paulista. Para a ocasião, foram listadas 40 testemunhas. O réu deverá ser interrogado ao final da instrução, onde são produzidas as provas que servirão de base para a decisão da Justiça.
Inicialmente, a previsão é de que a audiência dure em torno de cinco dias e que Geraldo seja ouvido apenas na sexta-feira (3).
Devido ao jogo do Brasil na Copa do Mundo, a instrução ocorreu de forma virtual e ouviu duas testemunhas de acusação, sendo uma delas o delegado que presidiu o inquérito sobre o caso. Nos próximos dias, a audiência será realizada presencialmente.
O advogado de defesa da família de Gisele, Miguel José da Silva Júnior, informou que, apesar de ainda faltarem muitas testemunhas, o caso tem ganhado força como assassinato.
“Está se comprovando que realmente estamos diante de um feminicídio e não de um suicídio, tese desde o início aventada pela família”, informou a defesa.
Relembre o caso
Geraldo Neto foi preso em 18 de março, acusado de matar a esposa, Gisele Santana, de 32 anos.
A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, a análise de laudos periciais, depoimentos e dados de dispositivos eletrônicos levou a investigação a outra linha: o feminicídio.
Entre os pontos que chamaram a atenção dos investigadores estão contradições no depoimento do tenente-coronel, indícios de possível manipulação da cena do crime e sinais de violência anteriores à morte da vítima.
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