Uma cachorra foi esfaqueada na manhã desta quinta-feira (29) na orla de Praia Grande, na Baixada Santista. Conforme apurado pelo VTV News, o animal vive na base da Guarda Costeira, localizada na praia do Canto do Forte, e é conhecido por acompanhar a rotina dos agentes que atuam no local diariamente.
De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, a situação foi percebida no início do expediente, quando a equipe que assumia o serviço notou uma mancha de sangue próxima à estrutura da base. A ausência da cadela, que costuma “receber” os guardas no começo do turno, chamou a atenção dos agentes.
Diante disso, por volta das 10h, os guardas iniciaram buscas nas proximidades da base da Guarda Costeira. Após percorrerem a área, eles encontraram a cachorra ferida embaixo de um contêiner utilizado para guardar equipamentos, apresentando diversos ferimentos pelo corpo e bastante ensanguentada (veja a seguir).
Maus-tratos
Ainda segundo a nota emitida pela administração municipal, a Divisão de Controle de População Animal foi acionada imediatamente para prestar socorro. A equipe realizou os primeiros atendimentos ainda no local e, em seguida, encaminhou a cadela para uma clínica veterinária particular credenciada pelo município.
Na unidade, o animal passou por avaliação médica detalhada e foi submetido a cirurgia. Segundo a Prefeitura, os ferimentos são compatíveis com agressões provocadas por faca. Em nota ao VTV News, a ONG Lar dos Pets, que acompanha o caso, informou que a cachorra foi operada e apresenta bom estado de saúde.
A ocorrência foi registrada em boletim de ocorrência pela Guarda Civil Municipal (GCM). Imagens das câmeras de monitoramento instaladas na orla estão sendo analisadas pelo Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) para auxiliar na identificação do autor. O caso também será encaminhado ao Ministério Público.
Relembre o caso do cão Orelha
Outro caso de maus-tratos envolve o cão comunitário Orelha, que morreu após ser brutalmente agredido em Florianópolis (SC), no início do mês. Segundo a Polícia Civil, o animal foi atacado por um grupo de adolescentes, encontrado ferido e agonizando, e acabou submetido à eutanásia em razão da gravidade das lesões.
As investigações indicam que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto ainda não identificado. Ao todo, quatro menores são investigados, e a polícia também apura a tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma região. O caso é tratado como ato infracional e tramita sob sigilo.
Além disso, dois pais e um tio de adolescentes foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha durante a apuração. A Polícia Civil informou ao SBT que dois dos investigados, que estavam em viagem aos Estados Unidos, retornaram ao Brasil nesta quinta-feira (29) e deverão ser ouvidos no decorrer da investigação.
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