Um cachorro foi baleado na pata dianteira esquerda por traficantes da comunidade Para-Pedro, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro, após ser jurado de morte por “latir demais” e correr atrás de motocicletas. Segundo moradores, os criminosos teriam se irritado com o comportamento do animal, considerado um obstáculo às movimentações do tráfico local.
O cão, batizado de Irajá, teve o osso da pata fraturado e perdeu um dos dedos em decorrência do disparo. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Veterinário Jorge Vaitsman, na Mangueira, também na zona norte, onde passou por cirurgia. Ainda não há previsão de alta.
Criminalidade e violência contra animais
Casos como o de Irajá não são isolados. De acordo com a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, tem se tornado cada vez mais comum que cães sejam feridos ou mortos por interferirem, mesmo que de forma involuntária, nas ações de criminosos em comunidades do Rio.
No início de agosto, um pitbull chamado Hércules levou três tiros na comunidade do Batan, em Realengo, zona oeste. Ele também foi atendido no Hospital Jorge Vaitsman, onde segue em recuperação sob a tutela da prefeitura, em um abrigo temporário.

Já na última quarta-feira (24), durante um confronto armado entre policiais e criminosos no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, a cadela Nina foi atingida por uma bala perdida enquanto estava em frente de casa. O projétil atravessou o tórax e saiu pela pata dianteira. Nina foi socorrida ao posto veterinário municipal da região e depois transferida ao mesmo hospital, onde foi operada. Ela recebeu alta no dia seguinte.
Os casos não são isolados
A macaca baleada na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, morreu neste domingo (21) após complicações durante a cirurgia para retirar o projétil de chumbinho (relembre o caso). O caso gerou revolta entre moradores e ativistas, que denunciam a violência contra animais silvestres em áreas urbanas.
A fêmea de macaco-prego, batizada como Maria, havia sido atingida no início do mês e ficou paraplégica. O disparo acertou a região da coluna, deixando-a sem os movimentos das patas traseiras. Mesmo após cuidados intensivos, ela não resistiu.