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Caso Gisele: relação sexual antes da morte entra na investigação

Polícia investiga se relação sexual citada por PM foi consensual; laudos periciais e depoimentos são analisados
Retrato de Gisele, foco de investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre consentimento no Caso Gisele.

O caso Gisele ganhou novo desdobramento neste domingo (22), após a Polícia Civil de São Paulo informar que investiga se houve consentimento em uma relação sexual citada pelo então marido da vítima, ocorrida na véspera da morte.

O episódio é analisado com base em laudos periciais e depoimentos colhidos durante a apuração. As informações são de Lucas de Souza Lopes, delegado do caso, em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo.

O que diz a investigação

A investigação aponta que um exame pericial encontrou espermatozoides no canal vaginal da vítima. O material foi identificado após a exumação do corpo, realizada no dia 7 de março.

O delegado responsável pelo caso afirmou que é necessário verificar se houve consentimento na relação. Segundo ele, os vestígios encontrados são essenciais para entender o que ocorreu antes da morte.

Versão apresentada pelo suspeito

O tenente-coronel investigado nega o crime de feminicídio. Ele afirma que a esposa teria tirado a própria vida.

Inicialmente, o suspeito disse que o casal não mantinha mais relações e dormia em quartos separados havia meses. Depois, mudou a versão e declarou que os dois tiveram um momento íntimo um dia antes da morte.

Segundo o relato, o casal passava por separação e decidiu ter uma última relação. Após isso, cada um teria ido para um quarto diferente.

A defesa afirma que não há contradição, apenas um complemento das informações já prestadas anteriormente.

O que apontam os laudos

Os laudos periciais contrariam a hipótese apresentada pelo suspeito. Os exames indicam que a vítima foi atingida por disparo enquanto estava imobilizada.

Os peritos também apontaram que o corpo teria sido movimentado após a morte. A arma foi encontrada posicionada na mão da vítima.

Denúncias e histórico investigado

O Ministério Público de São Paulo incluiu no processo relatos de assédio sexual e moral envolvendo o suspeito. Segundo a denúncia, ele teria utilizado a posição hierárquica para pressionar subordinadas.

Uma policial militar relatou ter sido alvo de investidas e afirmou que sofreu transferência após recusar aproximação. A identidade dela foi preservada.

Próximos passos do caso Gisele

O resultado do exame de DNA deve ser incorporado ao inquérito nos próximos dias. A polícia considera o material genético um dos pontos-chave da investigação.

O caso segue em andamento e depende da conclusão dos laudos para definição das próximas medidas. O suspeito continua negando envolvimento no crime.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, disponível 24 horas por dia em todo o país.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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