O homem de 32 anos preso após atear fogo na companheira, de 28, em Cubatão, na Baixada Santista, afirmou à polícia que ‘tentou se defender’ durante uma discussão motivada por ciúmes. Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu em uma residência no Bolsão 8, na segunda-feira (29). A vítima sofreu queimaduras intensas e segue em estado grave.
O registro policial aponta que a Polícia Militar (PM) foi acionada para comparecer à unidade médica onde a mulher deu entrada com queimaduras extensas pelo corpo, supostamente causadas pelo companheiro. Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, o homem se apresentou no hospital acompanhado de uma testemunha e acabou sendo conduzido à delegacia.
Ainda conforme o BO, durante o deslocamento na viatura, o suspeito relatou que discutia com a companheira quando ela teria pegado um frasco com álcool e ameaçado jogá-lo sobre ele e sobre suas roupas. Na versão, ele afirmou que tomou o recipiente das mãos da vítima e arremessou o líquido sobre ela, antes de riscar um fósforo e lançá-lo nas costas dela .
Diferentes versões do crime
Já a testemunha ouvida pela polícia relatou que estava com a vítima em uma adega antes de retornarem à residência, por volta das 2h. Ao chegarem ao local, a mulher entrou no quarto do companheiro e iniciou uma discussão, com troca de ofensas. A testemunha afirmou que tentou intervir para conter o conflito, mas não conseguiu impedi-lo.
Ainda segundo o depoimento, o homem chegou a recolher seus pertences com a intenção de deixar o imóvel, quando a mulher pegou um frasco de álcool e passou a lançar o líquido sobre as roupas dele, respingando também em seu corpo. Em seguida, o investigado tomou o recipiente das mãos da companheira e ateou fogo nela. A testemunha disse que tentou apagar as chamas com água e contou com a ajuda de um vizinho para socorrer a vítima e levá-la ao hospital.
Quando foram à unidade médica, os policiais civis constataram que a vítima sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em grande parte do corpo, sendo que aproximadamente 75% da superfície corporal foi atingida. O estado de saúde da mulher foi descrito como crítico, com risco de morte, em razão da gravidade das lesões provocadas pelo fogo.

Investigação
O depoimento da testemunha também aponta que ela tentou apagar as chamas com água e contou com a ajuda de um vizinho para socorrer a vítima e levá-la ao hospital. Ela relatou à autoridade policial que o relacionamento do casal era instável, com histórico de agressões e dependência emocional da vítima – informação confirmada por familiares .
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil autuou o homem em flagrante por tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica. A delegada Mayla Ferreira Hadid, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), representou pela conversão da prisão em preventiva, destacando gravidade, risco de repetição e necessidade de proteger a vítima.