A Polícia Militar prendeu, na manhã deste sábado (24), em Atibaia, na Região Bragantina, réu por assassinar dois irmãos caminhoneiros a facadas em abril de 2025, na cidade de Ponta Grossa (PR). A prisão ocorreu poucos dias após a Justiça conceder uma liminar de soltura. O Ministério Público pediu uma revisão da medida, que foi atendida pela Corte. No entanto, Nunes já estava em um ônibus, rumo a Belo Horizonte (MG).
Segundo apuração do VTVNews, a detenção ocorreu durante abordagem a um ônibus interestadual na Rodovia Fernão Dias, após o cumprimento de mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça paranaense, que havia cassado a liminar que o mantinha em liberdade.
Segundo o 34º Batalhão da Polícia Militar do Interior, o homem — identificado como Nunes Silvério de Melo — foi localizado com o apoio de informações do 8º Batalhão de Campinas e da Delegacia de Homicídios do Paraná. A operação ocorreu nas imediações do km 37,5 da Fernão Dias, onde o ônibus da viação Expresso do Sul, com destino a Belo Horizonte, foi interceptado. Após a vistoria, o suspeito foi identificado e retirado do veículo.
Nada de ilícito foi encontrado com ele, exceto uma quantia em dinheiro. A consulta aos sistemas criminais confirmou a existência do mandado por homicídio qualificado. Ele foi conduzido ao Plantão Policial de Atibaia e permanece à disposição da Justiça.
A redação não conseguiu localizar a defesa de Nunes, deixando o espaço aberto para eventuais réplicas.
Relembre o caso
O crime ocorreu em uma estrada do Distrito Industrial de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. As vítimas, os irmãos Gilberto Vasconcelos, de 51 anos, e Josiel Vasconcelos, de 40, foram mortos a facadas após uma suposta discussão sobre quem teria a preferência de passagem em um trecho estreito da via.
Segundo a Rede Massa, afiliada do SBT no Paraná, o próprio autor das facadas gravou um vídeo confessando o crime.
Na gravação, ele afirma que os dois homens iniciaram a agressão com socos no rosto e, em seguida, tenta justificar a reação violenta: “Um cidadão que está trabalhando”, disse, alegando legítima defesa. Em outro trecho, ele afirmou que “cara de homem não foi feita para bater” e que “a pessoa tem que ter respeito pelo outro”.
