A jovem Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, teve a morte confirmada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (19), depois de mais de dois meses de investigação. Ela estava desaparecida desde 2 de janeiro, quando foi vista pela última vez em Guarujá, no litoral de São Paulo. O corpo da vítima, porém, ainda não foi localizado.
De acordo com a corporação, Maria Eduarda teria sido levada a um “tribunal do crime” ao ser sequestrada durante um churrasco. Ela participava do encontro ao lado de um casal de amigos, que acabou preso sob suspeita de envolvimento. A confirmação da morte ocorreu com a prisão de três homens e uma mulher.
A polícia trabalha com a hipótese de que a jovem tenha sido executada por ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC), devido a uma suposta ligação com o Comando Vermelho (CV), facção rival. A investigação reúne análise de redes sociais, dados telefônicos e apura a participação de outros possíveis envolvidos.

Rastro do crime
Segundo o delegado Thiago Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais, os criminosos chegaram ao churrasco já à procura da vítima. Um casal que estava com ela não teria participado do sequestro, mas, no dia seguinte ao desaparecimento, foi à casa dela para recolher pertences e guardá-los na própria residência.
Os dois prestaram depoimentos com versões consideradas contraditórias. Além deles, a polícia prendeu um homem apontado como integrante da facção e suspeito de participação direta na execução. Outro investigado teria utilizado o celular de Maria Eduarda após o sequestro e viajado ao Paraná no dia seguinte ao crime.
O VTV News teve acesso a publicações feitas por Maria Eduarda cerca de um ano antes do caso. Nas redes sociais, ela ostentava armas de fogo, utilizava símbolos e fazia menções ao CV. A reportagem apurou ainda que a jovem havia se mudado de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado três meses antes de desaparecer.