O homem acusado de matar a própria mãe por interesse na herança está sendo julgado em júri popular nesta quinta-feira (16), no Fórum de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, é interrogado após a oitiva de 11 testemunhas.
Conforme apurado, o crime ocorreu em dezembro de 2020, na casa onde a vítima, Márcia Lanzane, vivia com o filho, e foi registrado por câmeras de monitoramento. As imagens mostram o momento em que os dois entram em luta corporal e, em seguida, o réu aparece agredindo a mãe com socos e a imobilizando pelo pescoço.
As gravações foram encontradas dentro de um forno no imóvel, o que reforçou a suspeita de tentativa de ocultação de provas. A partir disso, o material passou a integrar o conjunto probatório do Ministério Público (MP). Segundo a acusação, o homicídio estaria relacionado à intenção de acesso à herança da vítima.
Três anos foragido
Após o crime, Bruno deixou a residência e retornou apenas no dia seguinte, quando acionou a polícia. Na ocasião, alegou ter encontrado a mãe morta no local, mas inconsistências no depoimento contribuíram para o avanço das investigações, conduzidas pela Delegacia Sede (DP) da cidade.
O inquérito policial foi concluído em maio de 2021 e encaminhado à Justiça, que determinou a prisão de Bruno. Ele não foi localizado à época e passou a ser considerado foragido. A prisão ocorreu apenas três anos depois do crime, em 8 de julho de 2025, em Belo Horizonte (MG), onde permanece à disposição da Justiça desde então.