A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva de Steffane Carolina de Souza Pedroso e Naila Kenia de Oliveira Lima, mães das três crianças que estavam sozinhas em um apartamento durante um incêndio em Campinas (SP). O Tribunal de Justiça tomou a decisão nesta quarta-feira (16), durante a audiência de custódia, um dia depois do incêndio que matou um menino de 3 anos e deixou duas meninas feridas.
Justiça converte prisão em flagrante em preventiva
A Polícia Militar prendeu as duas mulheres em flagrante depois que os agentes constataram que as crianças estavam sozinhas no apartamento quando o fogo começou. O incêndio ocorreu na manhã de terça-feira (15), no último andar de um prédio de seis pavimentos, no Jardim Itayu, região do Carlos Lourenço.
Na quarta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo analisou a situação das duas mulheres durante a audiência de custódia. Em seguida, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas. Com isso, ambas continuam detidas enquanto as autoridades apuram o caso.
Incêndio matou uma criança e feriu outras duas
As três crianças estavam dentro do apartamento quando o fogo começou. Naquele momento, vizinhos ajudaram duas meninas, de 6 e 3 anos, a sair do imóvel.
As meninas sofreram queimaduras no rosto. Logo depois, equipes de emergência prestaram os primeiros atendimentos e encaminharam as duas para unidades de saúde.
O menino, de 3 anos, era primo das meninas e não conseguiu deixar o apartamento. Depois que os bombeiros controlaram as chamas, a equipe encontrou a criança sem vida em um dos quartos.
Relembre o caso:
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- Duas mães são presas após três crianças ficarem sozinhas durante incêndio em Campinas
Polícia investiga o que provocou o fogo
Além de apurar a situação das crianças, a Polícia Civil investiga a origem do incêndio. Para esclarecer o caso, a corporação solicitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico-Legal (IML).
Até agora, as autoridades não identificaram o que provocou as chamas. Por isso, os peritos devem analisar o imóvel e outros vestígios que possam indicar como o fogo começou e se espalhou.
Bombeiros encontraram problemas de segurança
Durante o combate ao incêndio, o Corpo de Bombeiros identificou diversas falhas na estrutura e nos equipamentos de segurança do prédio. Segundo a corporação, o imóvel não possui hidrantes nem recursos adequados para situações de emergência.
Além disso, os bombeiros encontraram problemas nas escadas e outras condições consideradas inadequadas. A equipe também apontou possíveis riscos relacionados às instalações elétricas.
Diante das condições encontradas, o Corpo de Bombeiros considerou o prédio sem condições de habitação.




