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Duas mães são presas após três crianças ficarem sozinhas durante incêndio em Campinas

Uma criança morreu e outras duas ficaram feridas durante incêndio no Jardim Itayu; mulheres foram levadas ao 10º Distrito Policial
Incêndio em Campinas: prédios residenciais com janelas e varandas ao fundo, cenário urbano após ocorrências no bairro, com vegetação na frente e rua ao nível térreo.

Duas mulheres foram presas em flagrante após deixarem três crianças sozinhas em um apartamento atingido por um incêndio, na manhã desta terça-feira (15), no Jardim Itayu, em Campinas (SP). Uma criança morreu e outras duas ficaram feridas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as três crianças estavam no imóvel quando o fogo começou. Assim que receberam o chamado, policiais militares foram até o endereço e encontraram equipes do Corpo de Bombeiros combatendo as chamas.

Durante o atendimento, os bombeiros localizaram a criança de 3 anos morta em um dos quartos. A corporação informou que encontrou a vítima carbonizada.

As outras duas crianças, de 4 e 6 anos, receberam atendimento médico. Enquanto isso, as mães foram presas em flagrante e levadas ao 10º Distrito Policial de Campinas, onde permaneceram à disposição da Justiça.

Crianças receberam atendimento médico

Vizinhos e equipes de emergência retiraram as duas crianças que sobreviveram do apartamento. Inicialmente, os socorristas levaram as vítimas ao Pronto-Socorro Carlos Lourenço.

De acordo com a Prefeitura de Campinas, uma das crianças seguiu para o Hospital Mário Gattinho. A outra foi transferida para o Hospital de Clínicas da Unicamp.

Além disso, a mãe das crianças também precisou de atendimento médico após o incêndio.

O Corpo de Bombeiros enviou seis viaturas para combater o fogo. Depois que as equipes controlaram as chamas, os responsáveis preservaram o local para o trabalho da perícia.

Bombeiros localizaram criança morta

Durante a operação, os bombeiros encontraram a criança de 3 anos sem vida em um dos quartos do apartamento. Segundo a corporação, o fogo carbonizou o corpo da vítima.

Na ocorrência inicial, os bombeiros relataram dificuldades para entrar no imóvel. O acúmulo de roupas, móveis e outros materiais dificultou o acesso ao cômodo.

Em seguida, a Polícia Científica realizou a perícia no local. Até o momento, os investigadores não esclareceram a origem do incêndio.

Relembre o caso:

Incêndio em Campinas: vista de prédios danificados por fogo em um bairro, com fumaça e área ao redor isolada, enquanto equipes atendem o local após ocorrência no Jardim Itayu, com pessoas feridas levadas ao 10º Distrito Policial.
Foto: reprodução/redes sociais.

Prédio abriga 108 famílias

O fogo atingiu um prédio ocupado no Jardim Itayu, na região do Carlos Lourenço. O imóvel fica na Rua Itapemirim e integra um complexo com quatro torres.

A Prefeitura de Campinas informou que particulares são donos da área. Além disso, o município afirmou que o complexo permanece ocupado desde 2017 e enfrenta uma ação judicial de reintegração de posse.

Segundo a administração municipal, um cadastro identificou 108 famílias vivendo no local.

A Prefeitura também afirmou que ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial para ajudar as famílias a deixarem o prédio. No entanto, nenhuma delas aderiu à proposta até o momento.

Corpo de Bombeiros apontou problemas de segurança

Durante o atendimento, o Corpo de Bombeiros identificou problemas estruturais e falhas de segurança no prédio.

Entre os problemas encontrados estão a falta de hidrantes e de equipamentos adequados para emergências. A corporação também apontou falhas nas escadas e uma caixa de elevador vazia.

Além disso, os bombeiros levantaram a possibilidade de riscos nas instalações elétricas.

Diante dessas condições, a corporação considerou o imóvel sem condições de habitação.

Polícia investiga as circunstâncias

A Polícia Civil acompanha o caso e deverá investigar as circunstâncias do incêndio. O trabalho também deve apurar as responsabilidades relacionadas à presença das crianças sozinhas no apartamento.

Enquanto isso, a perícia deverá analisar o ponto de origem das chamas e os fatores que contribuíram para a propagação do fogo.

Após a prisão, as duas mulheres seguiram para o 10º Distrito Policial de Campinas. Elas permanecem à disposição da Justiça.

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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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