A empresa responsável pela fachada metálica que desabou sobre pedestres durante a forte ventania em Santos, no litoral de São Paulo, afirmou que a estrutura estava regularmente instalada e passava por manutenções periódicas. Como já noticiado, o caso aconteceu na tarde desta quarta-feira (29).
O acidente aconteceu na Rua Fernão Dias, no bairro Gonzaga, e atingiu um grupo formado por um homem, uma mulher e três crianças que passava pela calçada. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que a estrutura metálica da fachada cai sobre os pedestres durante a ventania (veja abaixo).
No vídeo, um homem aparece carregando uma criança nas costas enquanto caminha ao lado das demais vítimas. Ao perceber que a estrutura iria cair, uma mulher tenta segurá-la para evitar que atingisse a criança, mas acaba derrubada pelo impacto. O estado de saúde dos envolvidos não foi informado até o momento.
Segundo o estabelecimento, não havia registros de irregularidades ou riscos que pudessem indicar a possibilidade de queda da estrutura. “A estrutura encontrava-se regularmente instalada, submetida às manutenções periódicas recomendadas e sem qualquer registro de irregularidade estrutural ou de risco que pudesse indicar a possibilidade de desprendimento”, informou a empresa. .
Assistência
A loja também afirmou que o desprendimento da estrutura ocorreu durante um “evento meteorológico de intensidade excepcional” e disse que prestou assistência às vítimas logo após o acidente.
“Desde o primeiro momento, a empresa prestou toda a assistência necessária e permanece à disposição das vítimas envolvidas colaborando integralmente para a plena e rápida recuperação. A Origem reafirma seu compromisso com a segurança, transparência e respeito à comunidade, permanecendo à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”,
declarou.
Como foi a ventania
As rajadas de vento ganharam força no início da tarde com o avanço de uma frente fria. Em Santos, a Defesa Civil registrou ventos de até 83,7 km/h, enquanto em outras cidades do estado, como Itanhaém, as rajadas ultrapassaram os 100 km/h – cenário que levou ao envio de um alerta severo para a Baixada Santista.
Segundo o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza, os ventos provocaram rapidamente quedas de árvores, destelhamentos e outros transtornos em diferentes municípios. O Governo de São Paulo manteve o Gabinete de Crise mobilizado para acompanhar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.