A Polícia Civil prendeu cinco investigados durante a Operação Chargeback, deflagrada nesta terça-feira (7), para desarticular um esquema de fraudes documentais e bancárias com atuação em Americana, Cosmópolis e Artur Nogueira, no interior de São Paulo. Segundo a investigação, a organização criminosa operava pela internet e pode ter alcançado vítimas e envolvidos em diversos estados do país.
As investigações começaram após a identificação de irregularidades em transações bancárias relacionadas ao uso fraudulento de mecanismos de estorno, em operações que utilizavam contas e serviços do Nubank. Segundo a Polícia Civil, a instituição financeira também foi vítima do esquema e colaborou com as investigações. Durante o avanço das diligências, os policiais descobriram que o grupo também comercializava uma série de documentos falsos e ideologicamente falsos.
Grupo vendia documentos e prometia estornos ilegais
De acordo com a Polícia Civil, os investigados ofereciam atestados médicos, laudos, receitas, certificados, diplomas, históricos escolares e outros documentos por meio de grupos em aplicativos de mensagens e redes sociais. Em alguns casos, os arquivos eram enviados digitalmente e também entregues fisicamente por serviços de entrega ou pelos Correios.
Além da falsificação documental, a quadrilha é suspeita de orientar clientes a realizarem compras com cartões do Nubank para, posteriormente, contestarem as transações de forma fraudulenta e obterem estornos indevidos.

Esquema pode ter alcance nacional
A Polícia Civil acredita que o esquema tinha grande alcance e pode envolver pessoas de diferentes estados, tanto na compra de documentos falsos quanto na participação em fraudes bancárias ou no fornecimento de contas para movimentação dos recursos obtidos ilegalmente.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos celulares, documentos, arquivos digitais, anotações com nomes, CPFs, valores e datas, além de dinheiro em espécie e outros materiais de interesse para a investigação.
Os cinco investigados foram conduzidos à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, onde permaneceram à disposição da Justiça.
A Operação Chargeback contou com o apoio de equipes da Central de Polícia Judiciária (CPJ) e da DISE de Americana, além das delegacias de Cosmópolis e Artur Nogueira.os.
Posicionamento do Nubank
Em nota ao VTV News, o Nubank informou que também foi vítima do esquema investigado. A instituição afirmou que atua de maneira rigorosa para prevenir e combater fraudes, em conformidade com as leis e regulamentações vigentes. Segundo o banco, no caso citado na reportagem, houve colaboração com a Polícia Civil por meio do fornecimento de informações e a instituição permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com as investigações.