A Polícia Federal e as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação simultânea em 14 estados para combater organizações criminosas investigadas por tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, roubos de cargas, homicídios e outros delitos. Ao todo, a Justiça expediu 93 mandados de prisão, 179 mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares, como bloqueio de bens e valores.
Forças de segurança atuam de forma integrada
A ofensiva reúne equipes da Polícia Federal, das polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal, além de Guardas Municipais, Secretarias de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A integração das forças tem como objetivo ampliar o combate ao crime organizado e desarticular grupos que atuam em diferentes estados.
Campinas e Santos estão entre os alvos da operação
No estado de São Paulo, duas operações fazem parte da ofensiva nacional. Em Campinas, a Operação Argenti Lardum cumpre dez mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo e no Paraná. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de furtar, roubar e receptar cargas, com foco na cadeia de distribuição de mercadorias.
Já em Santos, na Baixada Santista, a Operação Desatrela executa sete mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão contra um grupo investigado por roubos de cargas e caminhões. A ação também inclui o bloqueio de bens e valores dos investigados, com o objetivo de enfraquecer a estrutura financeira da organização.
Ações ocorrem em outras regiões do país
Além de São Paulo, a operação mobiliza equipes no Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. As investigações envolvem crimes como tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios, atuação de facções criminosas e fornecimento de produtos químicos utilizados na adulteração de entorpecentes.
Mandados incluem bloqueio de patrimônio
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas patrimoniais em diferentes operações, como bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de ativos financeiros. Em alguns estados, também foram autorizadas medidas específicas para interromper a atuação dos grupos investigados e preservar as provas reunidas durante as investigações.