Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Caso Banco Master: Fachin exige fim do sigilo e Mendonça rebate decisão no STF

STF dá 24 horas para liberar documentos da Operação Compliance Zero
Montagem dividida ao meio com fotos dos ministros do STF Edson Fachin à esquerda, usando óculos e falando ao microfone, e André Mendonça à direita, ambos vestindo toga preta, terno e gravata em sessão no plenário do Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça retire o sigilo das investigações do caso Banco Master. A ordem fixa o prazo de 24 horas. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Fachin abriu exceção apenas para diligências em andamento que possam sofrer prejuízos com a divulgação.

Pouco depois da decisão, André Mendonça respondeu a Fachin. O ministro declarou que já liberou todos os processos ligados à sessão de terça-feira (15). Ele também negou qualquer tipo de seletividade na condução dos autos.

PGR e ministros criticam gestão do sigilo no STF

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, assinou a manifestação da PGR. O documento aponta que Mendonça deixou de fora parte relevante dos processos da Operação Compliance Zero. Na quinta-feira (10), o relator publicou apenas 15 procedimentos. Por isso, a PGR entregou a Fachin uma lista com 18 processos que devem perder o segredo de Justiça.

Membros da própria Corte também demonstraram insatisfação com a condução do caso:

  • Alexandre de Moraes: Criticou o relator por escolher quais procedimentos viriam a público.
  • Cristiano Zanin: Cobrou a liberação integral dos dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro até a sessão de terça-feira.

As apurações sobre Flávio Bolsonaro continuam sob sigilo. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro com verbas do filme Dark Horse. O processo também mantém em segredo as suspeitas sobre Jaques Wagner e o núcleo do PT baiano.

Mendonça justifica preservação de dados e peças processuais

Em resposta às cobranças, André Mendonça apresentou argumentos técnicos para manter restrições em trechos específicos das apurações.

O relator explicou a demanda do ministro Cristiano Zanin. Mendonça afirmou que a Polícia Federal mantém os dados brutos do celular de Daniel Vorcaro lacrados. Por essa razão, ele não possui acesso técnico para entregar o material ao plenário do STF.

Sobre a ordem de Edson Fachin, o relator destacou um número reduzido de restrições. Ele manteve apenas 180 peças em segredo de Justiça diante de 4.334 itens que o público já pode consultar.

Entenda a divergência sobre o alcance da decisão

Mendonça ressaltou que a ordem da presidência do STF atinge apenas os procedimentos da 3ª fase ostensiva da Operação Compliance Zero.

Segundo o relator, essa etapa específica não abrange a totalidade das investigações do Banco Master. Ele reiterou que abriu os arquivos do julgamento da próxima terça-feira na noite anterior. O material já está disponível nos gabinetes de todos os ministros.

Com o fim do prazo de 24 horas, o relator deve justificar qualquer limitação de acesso que decidir manter nos procedimentos em curso.


Continua após a publicidade

Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

VEJA TAMBÉM

Flávio Bolsonaro vaquinha online: homem em ambiente interno fala para a câmera com bandeira do Brasil ao fundo, em contexto de lançamento de vaquinha para financiar campanha presidencial.

‘Quero transparência’, diz Flávio Bolsonaro sobre o Banco Master e Polícia Federal

Ronaldo Caiado em entrevista, com expressão séria, em cenário político ao fundo, enquanto notícia informa que ele está internado em SP e cancelou a agenda de campanha

Ronaldo Caiado é internado em SP e cancela agenda de campanha; veja motivo

Mario Frias em foto de divulgação na Câmara dos Deputados, usando terno e gravata, ao lado da bandeira do Brasil e com microfone ao fundo.

De ator a deputado: quem é Mario Frias, alvo de operação da PF

Foto em montagem com Jair Bolsonaro ao lado de um pôster do filme sobre Bolsonaro “Dark Horse”, com o nome Jim Caviezel em destaque, em cenário que remete ao Brasil.

PF investiga suposto desvio de emendas e mira filme sobre Bolsonaro

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.