Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Comissão da escala 6×1 define plano de trabalho na próxima terça-feira

Deputados devem discutir audiências públicas e calendário de tramitação da proposta na Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam do fim da escala 6×1 se reúne na próxima terça-feira (5) para definir o plano de trabalho da matéria.

Durante a reunião, os parlamentares devem votar pedidos de audiências públicas com representantes de sindicatos e institutos de pesquisa. Além disso, a comissão pretende discutir a realização de seminários sobre o tema em São Paulo e Minas Gerais.

Outro ponto previsto na pauta é o convite ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, para participar das discussões sobre a proposta.

Presidente da comissão defende avanço da proposta

O presidente da comissão especial, Alencar Santana, afirmou ao SBT News que as recentes derrotas do governo no Congresso não devem afetar o andamento da proposta.

Segundo o parlamentar, o governo federal mantém o objetivo de aprovar mudanças na jornada de trabalho ainda neste mês na Câmara dos Deputados.

A proposta em discussão prevê alterações no modelo de escala 6×1, com redução da jornada de trabalho, garantia de dois dias consecutivos de descanso e manutenção dos salários.

Hugo Motta convoca sessões extras

Também nesta sexta-feira (1º), o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessões deliberativas extras ao longo da próxima semana.

A medida busca acelerar a tramitação da proposta e o prazo para apresentação de emendas pelos deputados.

Segundo o regimento da Câmara, os parlamentares têm prazo de 10 sessões do plenário para protocolar sugestões de alteração ao texto. Após esse período, o relator da comissão, Leo Prates, poderá apresentar o parecer final.

As sessões convocadas devem ocorrer entre segunda-feira (4) e sexta-feira (8).

Debate ganhou força nas redes e no Congresso

Nos últimos meses, a discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou espaço nas redes sociais, em sindicatos e entre parlamentares. Defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e ampliar períodos de descanso.

Por outro lado, representantes de alguns setores econômicos defendem cautela na discussão e apontam possíveis impactos na produtividade e nos custos das empresas.

Câmara promete análise rápida da proposta

Em publicação nas redes sociais durante o Dia do Trabalhador, Hugo Motta afirmou que a Câmara pretende acelerar o debate da PEC.

Segundo ele, a meta é concluir a análise do texto ainda em maio, mantendo o equilíbrio entre os interesses econômicos e trabalhistas.


Continua após a publicidade

Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

VEJA TAMBÉM

Imagem de uma mulher palestrando em ambiente institucional, com foco no seu rosto, em referência à Lei Maria da Penha: a história que mudou o combate à violência contra a mulher no Brasil.

Lei Maria da Penha: a história que mudou o combate à violência contra a mulher no Brasil

Lula em entrevista, ao lado de uma piscina em área externa, ilustrando críticas ao Palácio da Alvorada e a fala sobre morar na residência ser “desumano”.

Lula critica Palácio da Alvorada e diz que morar na residência é ‘desumano’

Flávio Bolsonaro vaquinha online: homem em ambiente interno fala para a câmera com bandeira do Brasil ao fundo, em contexto de lançamento de vaquinha para financiar campanha presidencial.

Flávio Bolsonaro lança vaquinha online para financiar campanha presidencial

Produtos dermatológicos em bancada clínica com ampolas e frasco de ácido hialurônico, além de seringas e caixa de Skinbooster, em contexto de proibição pela Anvisa.

Anvisa proíbe venda de ácido hialurônico e outros produtos dermatológicos

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.