A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 19, uma operação para apurar suspeitas de desvios de recursos da cota parlamentar envolvendo os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do Partido Liberal (PL). Os dois parlamentares são alvos de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
A investigação mira repasses realizados a uma locadora de veículos que, segundo a PF, teria sido criada com o objetivo de emitir notas fiscais fictícias para justificar despesas com aluguel de carros. As suspeitas iniciais recaíram sobre assessores parlamentares, mas o aprofundamento das apurações levou diretamente à atuação dos dois congressistas.

A ação faz parte da Operação Galho Fraco, iniciada no fim de 2023, que apura indícios de atuação coordenada entre agentes públicos, servidores comissionados e empresários para o desvio e posterior ocultação de verbas públicas. Em nota, a Polícia Federal informou que houve participação de particulares e servidores em um esquema estruturado para fraudar o uso da cota parlamentar da Câmara dos Deputados.
Posicionamento dos parlamentares
Carlos Jordy, em publicação nas redes sociais, confirmou que efetuou pagamentos à empresa investigada desde o início de seu mandato, afirmando que os contratos foram firmados com a finalidade de locação de veículos. Ele classificou a operação como “pesca probatória”, sugerindo que não havia elementos suficientes para justificar as medidas.
O deputado Sóstenes Cavalcante, que atualmente lidera a bancada do PL na Câmara, ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação. Segundo a Polícia Federal, no entanto, foram localizadas R$400 mil em espécie na casa de Sóstenes.
A investigação segue sob sigilo, e até o momento não há informações sobre valores envolvidos ou eventuais medidas cautelares além das buscas. Segundo fontes da PF, novas diligências não estão descartadas.
