O fim do ‘calorão’ no Brasil já tem previsão, mas não deve ocorrer de imediato. O outono começou em março, porém o calor continua nas próximas semanas. A mudança ocorre de forma gradual, com impacto maior a partir de maio, quando fatores climáticos favorecem a queda de temperatura em várias regiões do país.
Por que a sensação de abafamento persiste no início do outono?
O início do outono de 2026 mantém características do verão. As temperaturas seguem elevadas e a sensação de abafamento continua em boa parte do Brasil.
Segundo dados da Climatempo, abril ainda deve ter calor acima da média. A umidade também segue alta, com chuvas frequentes e irregulares.
Esse cenário impede uma queda rápida nas temperaturas. Mesmo com a mudança de estação, o clima não responde de forma imediata.
Quando o frio chega ao Brasil de fato
A previsão indica que o frio mais consistente começa apenas em maio. Nesse período, há redução das horas de sol, o que contribui para a queda gradual da temperatura.
Esse processo marca a transição para um clima mais típico do outono. O frio passa a ser mais frequente e duradouro, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
De acordo com o Cepagri-Unicamp (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas), o frio intenso deve aparecer entre o fim de maio e o início de junho.
Frio de 10°C pode atingir algumas cidades
Com a chegada de massas de ar polar, os termômetros podem registrar mínimas próximas de 10°C. Isso deve ocorrer principalmente em cidades do Sudeste, como São Paulo e região de Campinas.
No Sul, a queda tende a ser ainda mais intensa. Há possibilidade de geadas em áreas específicas, dependendo das condições atmosféricas.
Essas mudanças indicam o verdadeiro fim do ‘calorão’, com temperaturas mais baixas e sensação térmica mais fria.
Por que o calor continua mesmo no outono
O atraso no frio tem relação com fatores climáticos. Um dos principais é a atuação do El Niño.
Esse fenômeno aquece as águas do oceano e influencia o clima. Ele favorece a entrada de ar quente e úmido no Brasil.
Outro fator é a presença de sistemas de alta pressão. Eles dificultam a formação de nuvens e mantêm o tempo mais quente e seco em alguns períodos.
Essas condições explicam por que o calor persiste mesmo após o fim do verão.
Quedas de temperatura recentes foram pontuais
Algumas cidades registraram dias mais frios nas últimas semanas. Em Curitiba, a máxima ficou em 21,1°C. Já em São Paulo, os termômetros marcaram 22,3°C.
No Rio de Janeiro, a máxima chegou a 24,2°C. Apesar disso, esses episódios não indicam mudança definitiva no clima.
Essas quedas foram causadas por frentes frias passageiras. Elas trazem alívio temporário, mas não alteram o padrão geral da estação.
Previsão ainda pode mudar ao longo das semanas
Previsões de longo prazo podem sofrer ajustes, visto que novos dados atmosféricos são analisados constantemente.
Mesmo assim, o cenário atual aponta para um outono mais quente que o normal. O frio deve chegar de forma gradual e mais intensa apenas no fim da estação.
O acompanhamento das atualizações é essencial para entender melhor o comportamento do clima nas próximas semanas e o possível fim do ‘calorão’.