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Santos deve se transformar em um dos maiores canteiros de obras do país

Investimentos em portos, ferrovias, rodovias e aeroporto prometem modernizar a Baixada Santista

A região deve passar por um ciclo simultâneo de grandes intervenções logísticas, viárias e urbanas, com potencial de transformar o porto e a cidade em um dos principais polos de infraestrutura do país.

Moradores de Santos e da Baixada Santista já convivem com obras e anúncios de novos projetos de infraestrutura. E, segundo especialistas do setor, esse movimento tende a se intensificar nos próximos anos.

Novos projetos

De acordo com Mário Povia, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura, o IBI, os projetos vão muito além das obras já conhecidas pela população.

“Nós temos muita coisa em Santos para acontecer, sobretudo em termos de infraestrutura logística. Além do VLT, que já está em construção e que também será aproveitado no túnel que vai ligar Santos ao Guarujá, nós temos as obras do aeroporto do Guarujá e a terceira descida do sistema Anchieta-Imigrantes, uma obra muito aguardada para reforçar o corredor de acesso do planalto ao litoral”.

Detalhes

Segundo Povia, o pacote inclui ainda projetos estratégicos dentro do Porto de Santos, como o leilão do terminal Santos 10, considerado um megaempreendimento de contêineres e carga geral, além da transferência do terminal de passageiros para a região do Valongo, integrada ao Parque Valongo e ao centro histórico da cidade.

“Nós temos dragagem de aprofundamento do canal de acesso do porto, em duas fases, podendo chegar a 16 e depois a 17 metros, a ferrovia interna do Porto de Santos, a FIPS, investimentos em pátios que praticamente dobram ou triplicam a movimentação de cargas na margem direita, além dos túneis de acesso na região da Alemoa e novos investimentos no terminal de líquidos”.

Mário Povia – diretor-presidente do IBI/ Foto: Gabriel Almeida

Preocupação com sobreposição de obras

Com tantos projetos previstos para ocorrer de forma simultânea, cresce a preocupação com os impactos operacionais e urbanos. O diretor-presidente do IBI ressalta que o desafio não é apenas executar as obras, mas garantir que elas avancem de forma coordenada.

“É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e, claro, há uma preocupação. A Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos, comandada pelo deputado Paulo Alexandre, que é da região, tem colocado esforços no sentido de que haja harmonia e concatenação desses investimentos”.

Segundo ele, o IBI participa ativamente de estudos e análises para contribuir com o município, o governo do estado e o governo federal, buscando minimizar impactos e garantir que as obras entreguem desenvolvimento socioeconômico real à região.

Cidade moderna, mas com transtornos no caminho

A expectativa é que, após a conclusão dos projetos, Santos se consolide como uma das cidades mais modernas do país em termos de logística, mobilidade e integração urbana. No entanto, até lá, os transtornos são inevitáveis.

“São obras transformadoras. Santos já tem hoje uma das melhores qualidades de vida do Brasil e isso vai transformar não só o município, mas toda a região. Mas a população precisa estar preparada para os próximos sete anos. A cidade vai virar um canteiro de obras, e isso sempre traz inconvenientes”.

O executivo destaca que o desafio será executar os projetos sem paralisar a cidade e o porto, mantendo a eficiência durante o período de intervenções.

“A gente costuma dizer que vamos ter que trocar o pneu com o carro andando. O problema não é a obra em si, é uma obra parar, atrapalhar a outra e gerar perda de eficiência”.

Monitoramento em tempo real

Para acompanhar o andamento dos projetos, a Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos e o IBI trabalham com um observatório de obras, com monitoramento em tempo real.

“Em breve a gente deve ter novidades de como vamos contribuir nesse monitoramento. A ideia é acompanhar passo a passo o andamento das obras e garantir que elas sejam harmônicas entre si, que uma contribua com a outra, e não o contrário”.

O passo a passo do Túnel Santos/Guarujá pode ser acompanhado clicando na página do observatório

Além de Santos, o olhar também se estende para o Porto de São Sebastião, que atende parte do mesmo hinterlândia e pode ajudar a distribuir melhor a logística no estado de São Paulo.

Um fenômeno logístico nacional

Para Mário Povia, o Porto de Santos é um ativo estratégico não apenas regional, mas nacional.

“O Porto de Santos é um fenômeno. Ele atende o maior mercado produtor e o maior mercado consumidor da América Latina. Tudo parte dali e os desdobramentos são nacionais”.

Segundo ele, a combinação entre porto, ferrovia, rodovias, aeroporto e turismo deve criar um novo ecossistema logístico e urbano na Baixada Santista.

O desafio agora é garantir que esse processo aconteça com planejamento, coordenação e o menor impacto possível para a população e para a operação portuária.


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Autor

  • Maycon Leão

    Correspondente da VTV em Brasília. Direto da capital federal, atualiza os bastidores da politica e as movimentações que afetam nossa região.

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