A amizade colorida já fez parte da vida afetiva de muitos brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo Sexlog. O levantamento aponta que 73,2% dos participantes já viveram uma experiência desse tipo, seja atualmente ou no passado.
Apesar da popularidade, os dados mostram que esse tipo de relação ainda gera dúvidas. Afinal, ela pode funcionar ou sempre acaba criando frustração para uma das partes?
Segundo a pesquisa, o maior desafio não está na liberdade do vínculo, mas nas expectativas diferentes entre as pessoas. Para 39,9% dos entrevistados, o principal problema surge quando cada lado espera algo diferente da relação.
Amizade colorida: expectativas diferentes são o maior desafio
A pesquisa mostra que 39,9% dos participantes apontam o desencontro de expectativas como o principal obstáculo da amizade colorida. Em seguida aparecem o medo de se apaixonar, citado por 27,5%, e o ciúme, mencionado por 16,3%.
Para Mayumi Sato, CMO do Sexlog, esse desencontro acontece principalmente por falta de comunicação.
“Em uma relação onde há afinidade, a gente deduz que sente e espera a mesma coisa, mas nem sempre é assim”, afirma.
Segundo ela, sentimentos e desejos podem mudar com o tempo, por isso o diálogo precisa continuar durante toda a relação.
O levantamento também mostra como esse tipo de vínculo ainda ocupa um espaço ambíguo. Para 41,8% dos participantes, a amizade colorida pode ou não ser considerada um relacionamento, dependendo da situação. Outros 31,5% dizem que não se trata de um relacionamento, enquanto 26,7% acreditam que sim.
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Sexo sem compromisso aparece como principal atrativo
A pesquisa também investigou o que leva as pessoas a buscarem esse tipo de vínculo. Para 54,1% dos participantes, o maior benefício está no sexo sem compromisso. Outros 22,5% destacam a liberdade, enquanto 11,3% apontam a companhia e a conexão emocional.
Na avaliação de Mayumi Sato, os dados indicam que as pessoas estão mais abertas para falar sobre desejos e buscar relações com expectativas mais claras.
“Está deixando de ser tabu reconhecer que, em determinados momentos da vida, duas pessoas podem querer apenas compartilhar uma experiência com respeito, cumplicidade e expectativas alinhadas”, afirma.
Medo de se apaixonar também pesa na amizade colorida
Apesar da ideia de uma relação sem compromisso, o medo de se apaixonar aparece entre os principais desafios. Mesmo assim, apenas 27,2% dos entrevistados disseram que já se apaixonaram por alguém em uma amizade colorida.
Entre essas pessoas, 51,9% continuaram vivendo a relação da mesma forma. Apenas 16,2% transformaram o vínculo em namoro.
Para Mayumi, o envolvimento emocional não precisa significar, necessariamente, uma relação romântica exclusiva. Ela avalia que o vínculo pode fortalecer a amizade, desde que exista confiança, respeito e conversa.
“Mais importante do que controlar o que cada um vai sentir, é manter a comunicação aberta para entender como a relação está evoluindo e se ajustes são necessários”, diz.
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O que faz a amizade colorida funcionar?
A pesquisa aponta que a exclusividade é o principal fator que faz uma amizade colorida virar relacionamento, segundo 27,4% dos participantes. Depois aparecem o amor, com 23,8%, e o compromisso, com 20,3%.
Ao mesmo tempo, 71,4% dos entrevistados consideram normal que pessoas em uma amizade colorida mantenham envolvimento com outros parceiros.
Para evitar frustrações, Mayumi defende que o mais importante é comunicar o que se sente, o que se deseja e o que se espera. Além disso, ela destaca a importância de ouvir o outro e não assumir que os dois pensam da mesma forma.
Os dados mostram que a amizade colorida não aparece apenas como uma etapa antes do namoro. Para muitas pessoas, ela já funciona como uma dinâmica própria, desde que os limites estejam claros para os dois lados.
Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.