Todos nós já ouvimos falar ou assistimos, em algum momento das nossas vidas, ao Festival da Eurovisão. A competição musical internacional acontece anualmente, e cada país participante envia um artista ou uma banda para apresentar uma canção original.
Esse ano, o festival de televisão mais longevo da televisão europeia completa 70 anos e continua a revelar alguns dos mais importantes cantores e bandas de todos os tempos.
Em 1974, o grupo sueco ABBA, ganhou o festival com a canção Waterloo e ficou internacionalmente conhecido.
Já em 1988, a vencedora foi a cantora Celine Dion, que representou a Suíça e foi catapultada para uma carreira internacional tal qual a conhecemos.
Em 2017, o português Salvador Sobral venceu o festival com a pontuação mais alta de sempre na história do concurso.
Não restam dúvidas de que o Eurovision, como se diz por aqui, é um dos maiores e mais longos eventos televisivos do mundo, unindo países europeus (e outros convidados como a Austrália) num espetáculo de diversidade cultural e musical, com votação dos júris e do público.
Mas nem tudo foram rosas nos últimos anos
Desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia ou de Israel contra Gaza, muitos boicotes têm sido feitos aos participantes desses países e fazendo do palco do festival uma plataforma política antiguerra.
Esse ano, após ter sido decidido que Israel poderia participar no Festival Eurovisão da Canção 2026, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia anunciaram que não participariam na edição do 70º concurso.
Os portugueses também protestaram para que Portugal não enviasse um participante. Mas mesmo com uma petição com mais de 10 mil assinaturas, a RTP (Rede de Televisão Portugal), responsável pela edição e pelo festival Em Terras Lusas, decidiu que irá participar do festival.
Obviamente que artistas de todas as áreas se posicionaram contra essa definitiva decisão da emissora portuguesa, incluindo o vencedor da Eurovision, Salvador Cabral, que disse textualmente que “esta postura [da RTP] é inaceitável perante a contínua catástrofe humanitária e ofensiva militar na Faixa de Gaza, e perante aos escândalos de manipulação de voto que mancharam a edição de 2025 em Basileia, comprovando a incapacidade da organização (EBU/UER) em travar a politização do evento”.
Como será
No 70º Festival Eurovisão da Canção os participantes da Albânia, Arménia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Montenegro, Roménia, Noruega, Polónia, Portugal, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido subirão ao palco com suas canções originais e em busca do primeiro lugar na final que acontecerá no 16 de maio de 2026.
As semifinais do festival voltam a ter júris profissionais — o que já não acontecia desde 2022 — e tanto nas semifinais como na final é feita uma repartição de “aproximadamente 50/50 entre os votos do júri e do público”, de acordo com novas regras aprovadas na assembleia-geral ordinária de inverno da UER que aconteceu no início deste mês.
As etapas portuguesas começam em breve, mas já há cantores e bandas que se manifestaram que, se ganharem a etapa portuguesa, não participarão da final em Viena. Ou seja, participam da etapa portuguesa sob protesto e porque assinaram contratos tão somente.
Pelo sim, pelo não, mais vale lembrar alguns nomes nos últimos anos que foram catapultados à fama internacional e que usam sua voz e arte como plataformas de paz e antiguerra.
São eles os cantores/bandas Måneskin (Itália, 2021), Loreen (Suécia, 2012 e 2023) e Johnny Logan (Irlanda), que venceu três vezes (duas como cantor).
Enfim, ao vencedor, as batatas.