A Vigilância Sanitária de Campinas interditou, nesta terça-feira (5), um estabelecimento de estética localizado no bairro Guanabara por falta de licença e habilitação profissional. A operação, realizada em conjunto com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ocorreu após uma denúncia de exercício ilegal da medicina feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Irregularidades e procedimentos proibidos
O estabelecimento, situado na Rua Barbosa da Cunha, oferecia serviços que extrapolavam a competência técnica da responsável. No local, eram realizadas consultas, terapia ortomolecular, além da prescrição e administração de suplementos vitamínicos por vias oral e parenteral (injetável).
Também foi constatado o uso de anestésico local sem a devida licença. Segundo a Vigilância, a proprietária possuía apenas formação de tecnóloga em estética, o que não a autoriza a realizar atos privativos de profissionais de saúde habilitados, como médicos e nutricionistas.

Uso de equipamento sem validação científica
Durante a inspeção, as autoridades encontraram um equipamento chamado Quantum, utilizado para biorressonância. O aparelho, que promete analisar a frequência eletromagnética das células, não possui validação e sua prática não é regulamentada para diagnósticos ou tratamentos no Brasil.
A coordenadora da Vigilância Sanitária de Campinas, Ana Heloisa de Lima Vieira, alertou para os riscos à saúde pública:
“Estava sendo realizado tratamento baseando-se em resultados de um equipamento sem registro ou validação científica. Isso pode gerar sérios problemas como intoxicação, sobrecarga de rins e fígado, além de distúrbios cardíacos.”

Encaminhamentos e prazos
A responsável pelo local foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. O equipamento e outros materiais foram apreendidos pela Polícia Civil.
O estabelecimento tem agora um prazo de dez dias para apresentar recurso. Para retomar as atividades, os proprietários deverão adequar a estrutura às normas sanitárias e apresentar um certificado de responsabilidade técnica de um profissional devidamente habilitado pelos conselhos de classe.
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