Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, iniciou a fase de depoimentos formais que podem resultar em um acordo de delação premiada. Segundo fontes da Polícia Federal, o que antes eram apenas conversas informais com investigadores (chamadas de entrevistas) tornaram-se agora declarações oficiais.
Esta etapa funciona como uma “pré-delação“: o status definitivo do acordo dependerá da checagem das informações e da homologação pela Justiça. Todo o processo é acompanhado por seus advogados.
Negociação para a delação
O banqueiro formalizou, na última quinta-feira (19), o início das negociações para uma delação premiada por meio da assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR e a Polícia Federal. O documento assegura que as informações reveladas não serão usadas contra ele caso não haja acordo.
Simultaneamente à formalização, ele foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF no Distrito Federal. Conforme publicado por Mônica Bergamo, Vorcaro evita envolver ministros do STF nas tratativas relacionadas ao Banco Master, salvo se a medida for considerada inevitável.
Relembre o caso
O banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso no dia 4 de março deste ano durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em São Paulo.
Segundo as investigações, a operação apura suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos. O foco é um suposto esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito falsos ligados ao Banco Master, que, de acordo com a Polícia Federal, faria parte de uma estrutura criminosa organizada ao longo dos anos.
Ele já havia sido preso em novembro de 2025, ao tentar embarcar em um voo para a Europa no Aeroporto de Guarulhos, sendo solto dez dias depois, quando passou a utilizar tornozeleira eletrônica.