A Polícia Civil de Piracicaba (SP) prendeu nesta quinta-feira (17) mais três suspeitos de envolvimento na morte do casal de empresários José Eduardo Ometto Pavan, de 69 anos, e Rosana Ferrari, de 61. O crime ocorreu em abril deste ano em um sítio na cidade de São Pedro, no interior paulista.
As novas prisões fazem parte da segunda fase da Operação Jogo Duplo, que apura uma suposta rede criminosa formada por executores e intermediários a serviço de dois advogados, acusados de serem os mandantes do homicídio.
De acordo com a Delegacia de Investigações Criminais (Deic), os três presos nesta nova etapa têm laços familiares com os executores já detidos e são investigados por terem fornecido a arma utilizada no assassinato. Os mandados de prisão temporária foram cumpridos em endereços localizados no bairro Cidade Aracy, em São Carlos (SP). Também foram apreendidos celulares, computadores e documentos que podem reforçar as provas do inquérito.
Até o momento, sete pessoas foram presas temporariamente por suspeita de envolvimento na morte do casal de empresários.
Outros quatro presos são investigados pelo assassinato dos empresários em junho deste ano. Dois deles são os advogados Hércules Praça Barroso e Fernanda Morales Teixeira Barroso, que, segundo a Polícia, foram os mandantes da morte dos clientes porque tinham interesse no patrimônio milionário da vítimas.

Suspeitos de matar casal encontrado em caminhonete no interior de SP
A Polícia Civil de Piracicaba informou, na manhã desta terça-feira (17), que prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento na morte de um casal encontrado morto dentro de uma caminhonete em uma chácara na Serra de São Pedro, no interior de São Paulo. O crime aconteceu em abril deste ano e, de acordo com as investigações, entre os presos está o casal de advogados das vítimas, apontados como mandantes do homicídio. Os executores do crime também foram presos.
Policiais da DIG/DEIC de Piracicaba cumpriram mandados de busca e apreensão durante a operação “Jogo Duplo”, nas casas dos supostos mandantes em São Carlos — nos bairros Parque Tecnológico Dama I, Faber Castell e Jardim Munique — e no litoral paulista, em Praia Grande, nos bairros Maracanã e Vila Mar.
Os investigados devem responder por homicídio qualificado, associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e ocultação de cadáver. Segundo a investigação, os advogados falsificaram documentos para enganar as vítimas e se apropriar de cerca de R$ 12 milhões em imóveis, além de mais de R$ 2,8 milhões em pagamentos de supostos custos processuais inexistentes.
A polícia afirma que os advogados produziram falsos comprovantes de pagamento e até uma ação judicial falsa para convencer o casal a realizar os depósitos. Com a apropriação dos bens concluída, segundo a polícia, os advogados teriam encomendado a morte das vítimas.

Casal é encontrado morto em caminhonete com as mãos amarradas
O casal encontrado morto em São Pedro no último sábado (5) era formado por empresários da cidade de Araraquara (SP), no interior do estado. As vítimas, identificadas como José Eduardo Ometto Pavan e Rosana Ferrari, estavam dentro de uma caminhonete estacionada em uma chácara na região da Serra de São Pedro. Eles eram donos de uma escola de educação infantil particular.
Homem estava no banco traseiro
Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 19h, a Polícia Militar foi acionada por um dono de bar da região, que relatou ter visto um corpo dentro de uma caminhonete estacionada. No local, os agentes encontraram o corpo de um homem no banco traseiro do veículo, com as mãos amarradas.
Esposa estava morta no porta-malas
Os policiais encontraram a chave do veículo no console. Ao abrirem o porta-malas da caminhonete, localizaram o corpo da esposa. Dentro da casa, nada de suspeito foi encontrado.
Casal frequentava a chácara regularmente
Testemunhas contaram à polícia que as vítimas frequentavam a chácara habitualmente. No entanto, naquele fim de semana, a filha do homem não conseguiu contato com o casal e estranhou a situação, o que levou à descoberta do crime.