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Sinais de alerta no coração das mulheres que podem ser confundidos com estresse e ansiedade

Cansaço, falta de ar, tontura e náusea podem indicar uma emergência e exigem avaliação rápida
Mulher leva a mão ao peito e demonstra preocupação com possíveis sintomas cardiovasculares

Sinais de alerta para problemas cardiovasculares podem aparecer de formas diferentes nas mulheres. No Brasil, esses sintomas merecem atenção quando surgem de maneira nova, persistente ou fora do padrão habitual. A identificação rápida ajuda a buscar atendimento e investigar possíveis alterações no coração.

Sintomas podem aparecer de formas diferentes

Cansaço sem explicação, falta de ar, palpitações, tontura e desconforto no peito estão entre os sinais que precisam ser observados. A Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que mulheres podem apresentar manifestações menos típicas durante um infarto.

A dor também pode ter características variadas. Pode surgir como pressão, aperto ou queimação. O desconforto ainda pode atingir braços, costas, ombros, pescoço ou mandíbula.

Náusea, suor excessivo, tontura e sensação de desmaio também podem acompanhar o quadro. Quando esses sinais aparecem de forma repentina ou intensa, a orientação é procurar atendimento de emergência.

O Ministério da Saúde informa que o infarto exige atendimento rápido. No Brasil, a orientação em uma suspeita é acionar o SAMU pelo telefone 192.

Sinais de alerta e fatores de risco

A avaliação não depende apenas dos sintomas. Pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, excesso de peso e falta de atividade física aumentam o risco cardiovascular. O Ministério da Saúde classifica esses fatores como importantes alvos de prevenção.

A história da mulher também pode trazer informações relevantes. Pré-eclâmpsia e hipertensão durante a gestação, por exemplo, estão relacionadas ao risco cardiovascular futuro. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda atenção a essas condições no acompanhamento da saúde feminina.

A menopausa também entra nessa avaliação. Mudanças metabólicas podem ocorrer nessa fase e devem ser consideradas junto de outros fatores de risco. Por isso, o acompanhamento deve levar em conta a idade e o histórico individual.

Estudo mostra diferença após o infarto

Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná avaliou cerca de 5 mil pacientes internados pelo SUS em Curitiba após um infarto. O estudo analisou a relação entre sexo, idade e mortalidade hospitalar.

Os pesquisadores identificaram maior risco de morte entre mulheres de 45 a 55 anos em comparação com homens da mesma faixa etária. O resultado reforça a necessidade de analisar o risco cardiovascular de acordo com as características de cada paciente.

As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no país. Dados do Ministério da Saúde mostram a importância do acompanhamento dos fatores de risco e da prevenção.

“Nas mulheres, nem sempre a doença cardiovascular se manifesta da forma clássica. Como historicamente os estudos foram feitos com homens, o padrão mais conhecido acabou sendo o masculino. Hoje sabemos que as queixas femininas podem ser diferentes, o que faz com que muitas vezes sejam minimizadas ou atribuídas a outras causas”, explica a cardiologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Carla Okabe.

Prevenção deve considerar cada mulher

A prevenção cardiovascular começa antes do surgimento de sintomas. Consultas médicas permitem verificar pressão arterial, colesterol, glicemia e outros fatores que podem aumentar o risco.

Também é importante informar ao profissional sobre complicações ocorridas durante gestações. A pré-eclâmpsia, por exemplo, é reconhecida como fator associado a doenças cardiovasculares futuras.

“Não é preciso esperar um sintoma aparecer para cuidar do coração. A avaliação preventiva permite olhar para o conjunto de fatores de risco de cada mulher e identificar alterações que ainda estão silenciosas. Quanto mais cedo identificamos hipertensão, diabetes ou colesterol elevado, maior a chance de agir e reduzir riscos no futuro”, afirma a médica, que integra a equipe do Viva Cardio, programa do Hospital São Marcelino Champagnat voltado à prevenção e aos cuidados com o coração.

Diante de sintomas novos ou persistentes, a avaliação médica ajuda a diferenciar causas e definir a necessidade de exames. Conhecer os principais sinais de alerta também pode contribuir para uma busca mais rápida por atendimento quando houver suspeita de emergência cardiovascular.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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