Três pessoas morreram e outras três adoeceram após um possível surto de hantavírus em um navio de cruzeiro com sede na Holanda, segundo autoridades internacionais. A situação é de alerta, já que se trata de uma doença rara e potencialmente grave. Outros passageiros e tripulantes seguem sob monitoramento.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o hantavírus é transmitido por roedores silvestres, considerados reservatórios naturais. A infecção ocorre quando partículas presentes em fezes, urina ou saliva desses animais se espalham pelo ar e são inaladas, podendo, em casos raros, ocorrer transmissão entre pessoas.
O recente episódio de surto ocorreu a bordo do navio MV Hondius, que fazia uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde na noite deste domingo (3). “O risco para o público em geral continua baixo. Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem”, disse o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge.
Sintomas, evolução e prevenção
O nome do vírus tem origem na região do rio Hantan, na Coreia do Sul, onde foi identificado na década de 1970. Ele pertence a uma família que pode causar doenças que afetam os pulmões ou os rins, sendo a forma pulmonar a mais grave, com taxa de letalidade que pode chegar a cerca de 40%. Saiba mais:
- Sintomas iniciais: febre, fadiga e dores no corpo, semelhantes aos de uma gripe, que podem surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.
- Evolução do quadro: tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões, geralmente entre quatro e dez dias após os primeiros sintomas.
- Tratamento: não há terapia específica; o atendimento é baseado em cuidados de suporte, como hidratação e acompanhamento clínico, podendo incluir ventilação mecânica.
- Prevenção: evitar contato com roedores e seus vestígios, além de não varrer ou aspirar fezes secas, para não espalhar partículas contaminadas no ar.