O Porto de Santos celebra 134 anos no dia 2 de fevereiro. Ao longo desse período, o complexo portuário passou por constante desenvolvimento e crescimento, consolidando-se como o maior da América Latina, tanto em movimentação total de cargas quanto em contêineres.
Para comemorar a data e apresentar curiosidades sobre o tema, o programa Tudo Pode Verão, desta quinta-feira (29), recebeu dois especialistas: o secretário municipal de Assuntos Portuários e Emprego, Bruno Orlandi, e o diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), Ricardo Molitzas.
Em parceria entre o poder público e o sindicato, ambos atuam de forma integrada para promover cursos na área portuária, desenvolver jovens e incentivar a inserção de alunos no mercado de trabalho.
“Muitas empresas, quando precisavam de profissionais para funções específicas, tinham de qualificar seus próprios funcionários, pois não havia mão de obra especializada. Hoje, a situação é diferente: as empresas conseguem encontrar profissionais qualificados e gerar cada vez mais oportunidades na região”, afirmou Bruno Orlandi.

Bruno Orlandi Foto: Beatriz Canaes
Infraestrutura e tecnologia
Durante a conversa sobre as melhorias em andamento, os especialistas destacaram obras estratégicas para a região, como o primeiro túnel submerso entre Santos e Guarujá e o projeto Santos Tecon 10, que devem impulsionar a economia e beneficiar a Baixada Santista. Orlandi também ressaltou a importância das ferrovias e rodovias, fundamentais para o fluxo de cargas que chegam e saem do porto.
“Precisamos continuar discutindo como as cargas chegam ao porto. Não podemos transformar a região em um funil; é necessário ampliar as possibilidades”, reforçou.
Ao abordar a importância da tecnologia no setor portuário, Molitzas destacou a necessidade de investir em soluções inovadoras que impulsionem as empresas. “A tecnologia faz parte da nossa vida, e no porto não é diferente. Hoje já operamos com sistemas automatizados, o que reforça a necessidade de capacitar profissionais na área tecnológica. Há uma grande competitividade entre os portos, e a tecnologia é um requisito extremamente necessário para que as operações ocorram da melhor forma”, afirmou Molitzas.

Ricardo Molitzas Foto: Beatriz Canaes
Assista ao episódio completo