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Selic a 15% mantém Brasil entre os países com juros mais altos do mundo

Taxa básica segue elevada e Brasil perde apenas para a Rússia em ranking internacional
Selic a 15% mantém Brasil entre os países com juros mais altos do mundo

A Selic em 15% voltou a colocar o Brasil no centro do debate global sobre juros altos. Com a decisão do Banco Central de manter a taxa básica nesse patamar, o país aparece como o segundo maior juro real do mundo, atrás apenas da Rússia, segundo levantamento internacional.

O dado chama atenção porque reforça o peso dos juros no dia a dia da economia, afetando crédito, consumo, investimentos e até o crescimento do país.

O que é Selic?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como referência para todas as outras taxas do país, como empréstimos, financiamentos e investimentos, e é definida pelo Banco Central para controlar a inflação e a atividade econômica.

Selic mantém Brasil em segundo lugar no ranking global de juros

Com a Selic em 15%, o juro real brasileiro chegou a 9,23%, considerando a inflação projetada para os próximos 12 meses. O Brasil só fica atrás da Rússia, que lidera o ranking com taxa real de 9,88%.

O estudo analisou 40 países e mostrou que o Brasil superou todas as outras economias da América Latina. A Argentina aparece na terceira posição, seguida por Turquia e México. Entre os países emergentes do Brics, o Brasil também só perde para os russos.

Por que a Selic continua tão alta

A manutenção da taxa Selic nesse nível está ligada a um cenário de incertezas. Mesmo com o IPCA acumulado em 4,26% em 12 meses, abaixo do teto da meta, a inflação segue acima do centro estabelecido pelo governo.

Além disso, questões fiscais internas e o cenário internacional mais instável pressionam as decisões do Banco Central do Brasil. A guerra de tarifas iniciada pelos Estados Unidos também entrou no radar e aumentou o grau de cautela da política monetária.

O impacto da Selic na economia brasileira

Juros elevados encarecem o crédito, dificultam o acesso a financiamentos e freiam o consumo das famílias. Por outro lado, ajudam a conter a inflação e atraem capital estrangeiro para investimentos em renda fixa.

A expectativa do mercado, antes da decisão, já apontava forte chance de manutenção da Selic. Projeções indicavam apenas pequenas probabilidades de corte, o que acabou se confirmando com a decisão do Banco Central.

Com a Selic em 15%, o Brasil segue como um dos países mais caros do mundo para quem precisa de crédito e como um dos mais rentáveis para quem investe em juros.

Fonte: MoneYou Lev Intelligence


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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