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Pacientes com câncer de mama terão nova opção de tratamento aprovada pela Anvisa

Aprovado pela Anvisa, o remédio promete melhorar os resultados do tratamento na primeira linha
Frasco do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) da Daiichi Sankyo, aprovado pela Anvisa para o tratamento de câncer de mama.

A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (18) o novo medicamento que passa a ser a primeira linha de tratamento para o tratamento do câncer de mama.

O remédio “ataca” diretamente as células de um tipo agressivo de câncer de mama e passa a ser indicado como tratamento de primeira linha para pacientes adultos com câncer de mama HER2‑positivo, irressecável, ou seja, que não pode ser totalmente removido por cirurgia, ou metastático, quando a doença se espalhou para outras partes do corpo

“Essa aprovação marca um avanço importante ao possibilitar a antecipação de acesso a uma terapia inovadora já na primeira linha do câncer de mama metastático HER2-positivo, ou seja, garantindo os melhores resultados na jornada do paciente oncológico”, explica Gabriela Prior, diretora médica da Daiichi Sankyo Brasil, responsável pela produção do medicamento no país.

Segundo a Anvisa, esse tipo de câncer representa cerca de 20% dos casos de câncer de mama e costuma se desenvolver mais rápido, sendo mais difícil de tratar. Já a empresa explica que houve uma redução de 44% no risco de progressão da doença ou morte em comparação ao tratamento padrão avaliado.

Histórico: medicamento

No começo do mês, o órgão tinha aprovado uma nova indicação terapêutica para o medicamento  usado no tratamento desta doença. Datroway® passou a ser indicado para pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo, aquele não pode ser removido completamente por cirurgia ou que se espalhou do local original para outras partes do corpo.

De acordo com o último relatório do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a região Sudeste registra a maior incidência da doença. Em 2024, o Sistema Único de Saúde realizou 4,4 milhões de mamografias, sendo 4 milhões voltadas ao rastreamento de mulheres assintomáticas.

Profissional de saúde explicando opções de tratamento e controle do câncer de mama para uma paciente em ambiente clínico.
Alternativa terapêutica oferece maior chance de controle da doença. – Crédito: Freepik


Em 2023, mais de 20 mil pessoas morreram devido à doença. Quanto às faixas etárias, os dados mostram uma tendência favorável, com redução proporcional da mortalidade por câncer de mama entre mulheres de 40 a 49 anos entre 2000 e 2023.


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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