Junho começa com temperaturas semelhantes às de maio. O período marca a transição do outono para o inverno, que começa em 21 de junho, e indica que o fenômeno El Niño pode se fortalecer nos próximos meses, com queda de temperatura no fim da primeira quinzena e no início da segunda metade de junho.
De acordo com o Climatempo,as chuvas podem ficar mais escassas na região sudeste e mantém a média de volumes de chuva próximos da média. A temperatura média de junho deve ficar dentro a um pouco abaixo da média, junto com ar frio de origem polar fará com que haja excesso de nebulosidade.
O mês deve ser marcado por tempo seco em grande parte das regiões Sudeste. Os volumes de chuva devem permanecer baixos, com médias muito abaixo de 100 mm, devido à pouca ocorrência de precipitações.
As chuvas em outras regiões do país devem atingir principalmente os estados da Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná.
Ano passado
Segundo o observatório europeu Copernicus, junho do ano passado foi o terceiro mais quente registrado no planeta.
O comunicado divulgado alerta que, embora ainda ocorram episódios de frio, a tendência predominante é de aumento contínuo das temperaturas, com efeitos cada vez mais visíveis na saúde, na produção agrícola, nos ecossistemas e na economia.
Futuro
Relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) projeta que as temperaturas devem ficar entre 1,3°C e 1,9°C acima da média no período de 2026 a 2030.
Os dados também apontam uma probabilidade de 86% de que, até 2030, ao menos um dos anos supere 2024 como o mais quente já registrado. Além disso, as temperaturas no Ártico, nos próximos cinco invernos do Hemisfério Norte (de novembro a março), devem ficar cerca de 2,8°C acima da média registrada entre 1991 e 2020.
O estudo também menciona o Brasil e indica que as projeções de precipitação entre maio e setembro mostram anomalias de chuva acima da média no Sahel, no norte da Europa, no Alasca e na Sibéria, enquanto a Amazônia deve registrar anomalias de seca no período de 2026 a 2030.