A FIFA anulou o efeito do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. A decisão foi tomada pelo Comitê Disciplinar da entidade com base no Artigo 27 do Código Disciplinar, que permite a suspensão total ou parcial da execução de sanções aplicadas durante a competição – o que, na prática, liberou o jogador para seguir atuando no torneio.
A expulsão havia ocorrido na partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, válida pela fase de 16 avos de final. O lance aconteceu aos 18 minutos do segundo tempo, quando Balogun pisou no tornozelo de Tarik Muharemovic e recebeu cartão vermelho após revisão do VAR, comandado pelo árbitro de vídeo Juan Soto, em jogo apitado pelo brasileiro Raphael Claus.
Com a decisão disciplinar, a suspensão automática de uma partida foi colocada em regime probatório de um ano, conforme prevê o artigo utilizado pela entidade. Nesse período, o jogador precisa evitar reincidência em infrações semelhantes, já que uma nova conduta do tipo pode fazer com que a punição volte a ser aplicada integralmente.
O dispositivo também estabelece distinções entre diferentes tipos de infrações dentro do regulamento disciplinar da Fifa, permitindo ao comitê avaliar caso a caso a necessidade de execução imediata ou suspensão da sanção. No entendimento do órgão, a situação envolvendo Balogun se enquadrou como passível de revisão após análise do lance e das circunstâncias da partida.
Trump comemora
Após a divulgação da decisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou nas redes sociais e afirmou que a medida representou a correção de uma “injustiça”. Por outro lado, fontes afirmam que a Casa Branca teria feito uma ligação direta à FIFA para que o cartão fosse anulado, sob a suposta ameaça de “cancelar” a Copa do Mundo. Não há confirmação sobre essa versão, e o Governo dos EUA ainda não se manifestou.