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Primavera: veja como proteger os olhos de alergias e irritações

Confira os principais cuidados para reduzir o contato com pólen, poeira e radiação ultravioleta durante a estação
Aplicação de colírio com pipeta no olho de uma pessoa durante procedimento estético ou oftalmológico, com o olhar aberto e pálpebras sendo suavemente seguradas

A Primavera exige atenção com a saúde dos olhos durante a estação, principalmente em períodos de maior presença de pólen, poeira e outros agentes no ambiente. Esses fatores podem favorecer reações alérgicas e irritativas, por isso alguns cuidados ajudam a reduzir o contato com substâncias que afetam a região ocular.

Primavera pode aumentar sintomas nos olhos

A chegada da primavera pode favorecer manifestações alérgicas em pessoas sensíveis. A presença de pólen no ar está entre os fatores associados ao aumento de quadros como a conjuntivite alérgica.

Esse tipo de conjuntivite pode causar coceira, vermelhidão, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e sensação de areia nos olhos. Em geral, os sintomas aparecem nos dois olhos.

A conjuntivite também pode ter causas infecciosas. Vírus e bactérias provocam quadros diferentes e exigem cuidados específicos. Por isso, a avaliação profissional ajuda a identificar a origem dos sintomas.

O aumento da polinização das plantas, a maior circulação de poeira e partículas no ar e a variação da temperatura e da umidade. Os olhos, por serem mucosas expostas, reagem rapidamente a esses estímulos, o que explica o pico de consultas por alergia ocular nessa época”, afirma a médica oftalmologista do hospital Oftalmos, Larissa Bowens.

Coceira merece atenção

A coceira intensa é um dos sinais mais comuns das alergias oculares. O problema pode levar a um hábito que deve ser evitado: esfregar os olhos.

O atrito frequente pode aumentar a irritação. Além disso, o ato repetido de coçar os olhos é relacionado ao desenvolvimento ou à progressão do ceratocone em pessoas predispostas.

Segundo a especialista, entre os principais responsáveis pelas queixas sazonais está o pólen. A médica explica que determinadas proteínas presentes nessa estrutura são identificadas pelo organismo como invasores.

“O sistema imunológico os reconhece como uma ameaça, desencadeando a liberação de histamina e outros mediadores inflamatórios pelos mastócitos, causando vermelhidão, coceira, lacrimejamento e inchaço. Ou seja, a chamada conjuntivite alérgica sazonal”, acrescenta.

Proteção ajuda durante a Primavera

Algumas medidas simples reduzem o contato dos olhos com poeira e outros agentes irritantes. Manter as mãos limpas antes de tocar o rosto também ajuda a diminuir o risco de levar partículas à região ocular.

Ambientes limpos e ventilados também fazem parte dos cuidados. É recomendado manter roupas de cama higienizadas e os espaços domésticos arejados durante períodos de maior ocorrência de alergias.

Óculos escuros também podem ser úteis em atividades externas. Além de reduzir o contato direto com partículas, eles ajudam na proteção contra a radiação ultravioleta.

“A exposição solar cumulativa está ligada à catarata precoce, ao pterígio e a outras lesões na superfície ocular. Sendo assim, o uso de óculos com proteção UV adequada torna-se essencial, não apenas para proporcionar conforto visual, mas também para funcionar como uma barreira protetora”, sugere. 

Quando procurar atendimento médico

Nem todo olho vermelho indica uma alergia. Dor, secreção purulenta, alteração da visão ou sintomas persistentes exigem avaliação profissional.

O Ministério da Saúde informa que a conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou química. A identificação da causa orienta a escolha do tratamento.

Também é importante evitar o uso prolongado de colírios por conta própria. O produto adequado depende da causa do desconforto e deve ser indicado por um profissional de saúde.

A médica ainda alerta que o uso frequente de colírios de venda livre não soluciona todos os casos. “Nem sempre resolve o problema e apenas mascara o sintoma. Se usados por tempo prolongado, podem causar até dependência e piorar a vermelhidão”, explica.

Por isso, para identificar o melhor tratamento e superar os sintomas gerados pelas alergias nesta época do ano, a melhor medida é buscar avaliação de um oftalmologista.

“Quando os sintomas persistem mesmo com cuidados básicos, quando há dor, secreção purulenta, redução da visão ou manifestações em apenas um olho, ou seja, sinais que fogem do padrão de uma alergia simples, é necessária avaliação especializada”, finaliza.

Checklist de prevenção 

Cuidados simples para proteger os olhos durante a Primavera, segundo a médica oftalmologista Larissa Bowens, do hospital Oftalmos: 

– Lavar bem as mãos antes de tocar o rosto e os olhos; 

– Higienizar adequadamente a face e a região ocular ao chegar em casa, utilizando produtos apropriados; 

– Evitar esfregar a área ocular e recorrer a compressas frias para aliviar o desconforto; 

– Utilizar óculos escuros, que ajudam a reduzir o contato com pólen e poeira; 

– Manter ambientes limpos e ventilados, evitando correntes de ar direcionadas ao rosto; 

– Usar colírios lubrificantes sem conservantes quando houver recomendação profissional; 

– Trocar e higienizar roupas de cama com frequência. 

Durante a Primavera, portanto, a atenção aos olhos envolve higiene, proteção contra agentes irritantes e exposição solar responsável. Quando os sintomas fogem do padrão habitual ou não melhoram, a avaliação oftalmológica ajuda a definir a conduta adequada.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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