Com o início da primavera nesta semana, milhares de brasileiros já começam a sentir os efeitos típicos da estação mais florida do ano — e, para muitos, também a mais incômoda. Espirros, coceira nos olhos, congestão nasal e crises alérgicas de rinite se tornam cada vez mais frequentes à medida que o ar se enche de pólen e outras partículas alergênicas.
De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população sofre com algum tipo de alergia respiratória, e as ocorrências tendem a aumentar significativamente entre setembro e novembro.
Entre as recomendações médicas estão evitar atividades ao ar livre nas primeiras horas da manhã — quando a liberação de pólen é mais intensa —, manter janelas fechadas em casa, lavar roupas de cama com frequência e usar filtros de ar. Em casos mais severos, o uso de medicamentos antialérgicos, prescritos por um especialista, é essencial.
A primavera pode ser um período de bem-estar e apreciação da natureza, mas para isso, quem sofre com alergias precisa estar atento e tomar medidas preventivas.
Isso porque a nova estação traz consigo uma série de fatores que, combinados, agravam as doenças respiratórias e alérgicas no Brasil. Longe de ser apenas um problema de pólen, ela é marcada por variações de temperatura, baixa umidade do ar e a presença de poluentes e fumaça de queimadas.
“Quem tem alergia à pólen e apresenta tosse, espirros, coriza, coceira no nariz, quando está mais perto de flores ou ao ar livre, precisa tomar mais cuidado. Essas pessoas têm que lavar bem o nariz com soro fisiológico, procurar um médico – tanto pneumologista quanto um otorrino ou alergista -, caso apresente esses sintomas.”, alerta o Dr. Rafael Mizutani, pneumologista do Hospital Nipo-Brasileiro (HNipo).
Outro ponto importante, segundo o pneumologista, é o de manter a rotina das medicações preventivamente e não somente nos momentos de crise. “As próprias mudanças climáticas têm acontecido com mais frequência com variações bruscas de temperatura impactando diretamente na saúde”, alerta o pneumologista.
As unidades de saúde no Brasil costumam registrar um aumento sazonal de 10% a 20% nos atendimentos de casos respiratórios e alérgicos com a chegada da primavera. Além disso, a exposição à fumaça aumenta em 23% a chance de desenvolver doenças respiratórias.
“Máscara cirúrgica é o suficiente para conseguir bloquear a inalação de qualquer tipo de partícula que possa intensificar as alergias. Mantenha o uso para sair ao ar livre, ou quando entrar em contato com a natureza. Ela funcionará como uma barreira.”pontua o doutor Mizutani.
Como evitar crises alérgicas na primavera?
- Cuidados com a casa: manter a ventilação e usar pano úmido para limpeza para evitar a dispersão de partículas
- Fazer hidratação adequada
- Higienizar o nariz com soro fisiológico e evitar exposição à fumaça e produtos irritantes