Pets com deficiência podem ser transportados em voos domésticos e internacionais, mas o embarque depende das condições do animal, das exigências sanitárias e das regras da companhia aérea.
A dúvida ganhou força com a atualização das normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que passou a estabelecer condições gerais para esse tipo de transporte.
Pets com deficiência podem viajar de avião?
A deficiência não aparece na regulamentação da ANAC como uma proibição geral para o transporte de animais. A Portaria nº 17.476/SAS, publicada em julho de 2025, estabelece regras para o transporte aéreo de animais em voos nacionais e internacionais.
A norma determina que cada companhia informe suas condições de transporte. Entre elas estão limites de peso, dimensões da caixa, espécies aceitas, quantidade de animais e documentos necessários.
Por isso, a resposta para a dúvida é fato ou fake: pets com deficiência não podem viajar de avião? Fake. A condição do animal, por si só, não cria uma proibição geral.
O que muda para animais com deficiência?
A condição individual do pet precisa ser considerada antes da viagem. Animais com limitações de mobilidade, visão ou audição podem precisar de cuidados específicos durante o deslocamento.
A avaliação veterinária ajuda a verificar as condições de saúde do animal e os cuidados necessários. O tutor também deve informar previamente à companhia aérea sobre as necessidades do pet.
Uso de cadeira de rodas impede o embarque?
O uso de cadeira de rodas ou outro equipamento de mobilidade não significa, automaticamente, que o animal esteja proibido de viajar.
O ponto principal é verificar as regras da empresa para equipamentos, acondicionamento e movimentação no aeroporto. A companhia também pode estabelecer condições próprias para aceitar o animal.
Todo pet pode viajar na cabine?
Não. A possibilidade de levar o animal na cabine depende das regras da companhia aérea e das características do transporte.
A ANAC determina que as empresas apresentem informações sobre critérios de aceitação, peso, dimensões e condições de viagem. Portanto, o tutor deve consultar a empresa antes de comprar a passagem.
O Ministério da Agricultura e Pecuária também orienta que o tamanho da caixa e as condições para viajar na cabine sejam consultados diretamente com a companhia aérea.
Quais documentos são necessários?
Nas viagens nacionais, cães e gatos devem estar acompanhados de documentação de saúde. O Ministério da Agricultura informa que o tutor deve portar o atestado de saúde emitido por médico-veterinário registrado no CRMV. A carteira de vacinação também deve comprovar a imunização contra a raiva.
Nas viagens internacionais, as exigências mudam conforme o país de destino. O Certificado Veterinário Internacional (CVI) e o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos estão entre os documentos utilizados no processo.
Por isso, o planejamento deve começar antes do embarque. Alguns destinos exigem vacinas, exames, tratamentos e documentos específicos.
Assim, pets com deficiência podem viajar de avião, mas cada caso precisa ser analisado conforme as condições do animal e as regras aplicáveis ao voo. Consultar um veterinário e a companhia aérea com antecedência ajuda o tutor a organizar a documentação e os cuidados necessários.
“Viajar com um animal que possui alguma deficiência requer atenção às necessidades específicas daquele pet e às condições oferecidas para o transporte. O planejamento antecipado é importante para que o tutor possa avaliar as exigências da viagem, organizar a documentação necessária e identificar eventuais adaptações. Dessa forma, é possível tomar decisões mais adequadas para cada situação e proporcionar ao animal uma experiência mais tranquila durante o deslocamento”, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.




