O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu, neste sábado (26), um jingle da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro ao esquema de “rachadinha” do Banco Master.
Na decisão, o ministro apontou que o uso de verbos no presente para se referir a episódios antigos gera descontextualização grave:
“Esta Corte reconheceu que a utilização, em propaganda eleitoral, do tempo verbal presente para descrever fato pretérito já superado, como a existência de denúncia posteriormente arquivada, transmite ao eleitor a falsa impressão de que o representante responde, atualmente, por acusação grave ainda em curso, circunstância apta a caracterizar descontextualização grave, ainda que o fato subjacente possua lastro real”, diz a liminar.
Nunes Marques suspende jingle de Lula com verso 'Foi o Flávio Bolsonaro' (vídeo). Flávio alegou que as associações a ele configuravam "conteúdo fabricado e manipulado" pic.twitter.com/tLovg75gQ6
— ℋeℓeηα Sthephanowitz™ (@Helenasth) September 27, 2026
Além disso, Nunes Marques afirmou que o material buscou vincular o parlamentar às suspeitas sem contextualizar a situação jurídica do caso: Em citação ao Caso Master e a Daniel Vorcaro, Nunes Marques afirma no documento que o jingle apresenta uma intenção clara de associar Flávio Bolsonaro ao esquema do banqueiro sem levar em consideração:
“Qualquer ressalva quanto à origem, ao estágio de apuração ou à ausência de conclusão definitiva a respeito de cada um dos fatos mencionados”, afirma o documento.




