A Pesquisa Quaest divulgou neste domingo (8) que 62% dos brasileiros que tomaram conhecimento da ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos consideram que ele errou ao deixar o país após a derrota nas eleições de 2026 para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por outro lado, 29% dos entrevistados avaliam que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro agiu corretamente. Já os que não souberam ou não responderam somam 9%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro e entrevistou 2.004 pessoas. A confiabilidade da margem de erro é de 95%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Alto nível de conhecimento do eleitorado
A saída do parlamentar tornou-se o fato político de maior alcance popular registrado pela Quaest nos últimos anos:
Cerca de 89% dos entrevistados afirmam estar cientes da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
O índice supera a repercussão de outros episódios recentes, como o escândalo do Banco Master (75%) e o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes (STF) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (73%).
Divisão no eleitorado de direita e polarização
A atitude do senador gerou forte divisão interna na direita e refletiu a profunda polarização entre os eleitores de Lula e Bolsonaro:
- Eleitores autodeclarados de direita: 46% consideram que Flávio acertou, enquanto 45% avaliam a decisão como errada (9% não souberam ou não responderam).
- Bolsonaristas: 90% apoiam a decisão de deixar o Brasil e 5% desaprovam.
- Eleitores de Lula: 92% reprovam a atitude e apenas 4% a veem como correta.




