O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, criticou publicamente a carta escrita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em declaração nesta quinta-feira (29), o dirigente partidário desaprovou o posicionamento do parlamentar: “Não gostei. Não gostei”, declarou, ao ser questionado por jornalistas.
A manifestação do líder do PL ocorreu pouco antes de um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar em Brasília após condenação por tentativa de golpe de Estado.
A contestação interna acontece após Flávio Bolsonaro viajar para Miami, nos Estados Unidos, acompanhado de sua família, logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial que ocorreu no último dia 25.
No documento divulgado nas redes sociais, o senador chegou a se autodeclarar o “verdadeiro presidente eleito”; porém, em seguida, postou uma nova versão da carta e alterou o termo para “líder do Brasil”.
Após o resultado das urnas, o PL chegou a reconhecer oficialmente a vitória de Lula por meio de uma nota assinada pelo próprio Valdemar Costa Neto.
O que está acontecendo?
Após o resultado das eleições, Flávio Bolsonaro chegou a afirmar, na segunda-feira (26), que não reconhecia o resultado do pleito.
Em um vídeo, o senador disse ainda que foi visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, e que, ao sair da residência, foi abordado pela Polícia Federal e intimado a entregar seus passaportes comum e diplomático.
Segundo ele, a decisão da apreensão ocorreu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Na mesma ocasião, o parlamentar afirmou que não sairia do Brasil.
Porém, Flávio deixou o país com a esposa e as duas filhas rumo aos EUA na terça-feira (27). A família teria organizado a viagem de última hora e em sigilo, logo após a PF dar o prazo de 24 horas para o senador entregar seus passaportes.
Como a determinação não foi cumprida, os documentos foram cancelados. Ainda na terça-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que concederá vistos ao senador e aos seus familiares.

