Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

PMs acusados de executar suspeito desarmado vão a júri popular em Guarujá

Vítima, de 24 anos, teria sido baleada; caso ocorreu em 2022
Julgamento dos policiais militares Diego Nascimento, Israel Morais e Paulo Ricardo no Fórum de Guarujá.

Os policiais militares Diego Nascimento de Sousa, Israel Morais Pereira de Souza e Paulo Ricardo da Silva são julgados nesta quarta-feira (25), no Fórum de Guarujá, no litoral de São Paulo. Eles respondem pela morte de um suspeito em 2022 – caso que, segundo a Corregedoria da PM, pode ter sido uma execução.

O processo trata da morte de Kaique de Souza Passos, de 24 anos, baleado durante uma perseguição policial após ocorrência de invasão e roubo a uma casa em Bertioga, em 15 de junho de 2022. Na ocasião, ele foi atingido por disparos e morreu no local. Um segundo suspeito também foi baleado, mas sobreviveu.

De acordo com a denúncia, Kaique já estava desarmado e sob domínio dos policiais quando foi atingido por sete tiros. As investigações apontam ainda que um dos agentes teria coberto a lente da câmera corporal durante a ação. Nenhum policial ficou ferido na ocorrência. O júri popular deve seguir até a próxima sexta-feira (27) e 16 testemunhas foram convocadas para depor, além dos réus.

Mudança na investigação

Os três policiais chegaram a ficar mais de um ano presos, mas respondem em liberdade desde o fim de 2023. O caso havia sido arquivado pelo Ministério Público (MP-SP), que apontou legítima defesa, mas voltou a avançar após a Corregedoria da PM analisar imagens das câmeras corporais e ouvir testemunhas.

Com base nas análises, a Corregedoria apontou indícios de execução. Paulo Ricardo da Silva e Israel Morais Pereira de Souza são acusados pelos disparos que mataram Kaique, enquanto Diego Nascimento de Sousa responde por tentativa de homicídio contra o comparsa da vítima, que sobreviveu.

Posicionamento

Em nota, a defesa de Paulo Ricardo e Israel, representada pelo advogado Émerson Lima Tauyl, afirma que os policiais são inocentes e que “os fatos narrados na denúncia não refletem, com fidelidade, a realidade dos acontecimentos”. Segundo o texto, a atuação dos advogados ocorre “com rigor técnico e absoluto respeito às instituições”, com base no conjunto de provas do processo.

A defesa sustenta ainda que “não houve conduta dolosa por parte dos acusados” e que a ação ocorreu em “um contexto operacional complexo”, que será esclarecido no júri. O posicionamento também ressalta o direito à presunção de inocência e afirma confiar que, ao final do julgamento, a inocência dos policiais será reconhecida.

Já o advogado Alex Ochsendorf, que representa Diego Nascimento de Sousa, afirmou que espera que o julgamento esclareça os fatos e reconheça a legítima defesa.


Continua após a publicidade

Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

VEJA TAMBÉM

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) simbolizando a preferência dos brasileiros pelo regime CLT.

Pesquisa revela que brasileiros preferem emprego com carteira assinada

Foto: Divulgação

Caio no Mundo chega a Santos com R$ 1: como funciona o projeto

Comparativo de preços entre carne bovina e suína destacando a valorização da carcaça bovina no mercado brasileiro.

Diferença de preço entre carnes bovina e suína é a maior em 4 anos

Vista urbana de Portugal destacando a experiência de viver e morar em terras lusas.

Não venham a Portugal

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.