O prédio atingido pela explosão de um botijão de gás em Mongaguá, no litoral de São Paulo, segue parcialmente interditado por causa dos danos provocados na estrutura. Segundo a Defesa Civil, há risco de desabamento no bloco dos fundos, onde ficam os apartamentos atingidos pela explosão.
À VTV, afiliada do SBT, o coordenador da Defesa Civil de Mongaguá, coronel Argeo Rodrigues, explicou que a estrutura apresenta sinais que exigem correções antes que os moradores possam voltar aos imóveis
“Há um desalinho da estrutura e a empresa vai ter que corrigir isso. Não só isso, né? Nós temos também a parte de entulhos, algumas ferragens que foram desprendidas que podem cair, né, na cabeça das pessoas”,
afirmou.
O problema está concentrado no bloco onde ocorreu a explosão. Imagens feitas após o acidente mostram paredes abertas, apartamentos expostos e grande quantidade de entulho espalhada pelo chão. Também é possível ver estruturas de concreto e metal que ficaram aparentes após a explosão (confira abaixo).
Explosão
Conforme noticiado anteriormente, a explosão aconteceu na madrugada de quarta-feira (16), em um apartamento localizado no último pavimento de um prédio de três andares, no bairro Jardim Marina. Duas mulheres, de 54 e 58 anos, estavam no imóvel e foram retiradas dos escombros pelo Corpo de Bombeiros.
A mulher de 58 anos sofreu queimaduras de 1º e 2º graus em 81% do corpo e precisou ser transferida para um hospital especializado em queimaduras, no bairro do Tatuapé, na capital paulista. Já a vítima de 54 anos sofreu escoriações leves, foi encaminhada ao Pronto-Socorro Vera Cruz e recebeu alta médica no mesmo dia. A Polícia Civil investiga, agora, o que causou a explosão.

Remoção dos escombros
O VTV News apurou que, nesta quinta-feira (18), foi iniciado o serviço de remoção dos escombros, coordenado pela Defesa Civil. As duas famílias que residem de forma fixa no bloco interditado precisaram deixar o imóvel temporariamente e estão sendo acompanhadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social.
Em nota, a Prefeitura de Mongaguá informou que o prédio possui 42 apartamentos, dos quais 10 são atualmente habitados. Os demais são ocupados, em sua maioria, como imóveis de veraneio. O imóvel é dividido em dois blocos. Como o bloco da frente não sofreu danos estruturais, ele já foi liberado para os moradores.
Cuidados com botijão de gás
Após o acidente, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) reforçou orientações para reduzir os riscos de acidentes com gás de cozinha, com base no que estabelece a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Veja abaixo:
- Compre o botijão apenas em revendas credenciadas pela ANP, distribuidoras autorizadas ou caminhões oficiais;
- Confira se o recipiente tem selo do Inmetro, lacre intacto e identificação da distribuidora. Não aceite botijões enferrujados, amassados ou danificados;
- Verifique a tara, o ano de fabricação e a plaqueta de requalificação. Após 15 anos, o botijão deve passar por inspeção e, depois, a cada dez anos;
- Use mangueira e regulador certificados pelo Inmetro e dentro do prazo de validade. A mangueira indicada pelo órgão tem validade de cinco anos;
- Instale o regulador apenas com as mãos e use espuma de sabão para verificar possíveis vazamentos. Se surgirem bolhas, há vazamento;
- Mantenha o botijão em pé, em local ventilado e longe de fontes de calor. Não passe a mangueira atrás do forno nem faça emendas;
- Nunca deite ou aqueça o botijão e não use fósforo ou chama para procurar vazamentos;
- Se sentir cheiro de gás, não acione interruptores nem acenda chamas. Abra portas e janelas e, se for seguro, leve o botijão para um local aberto. Depois, procure a distribuidora.





