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Eleições do Guarani: Rômulo Amaro fala sobre SAF e desafios enfrentados

Rômulo é candidatoa a reeleição do clube
eleições do guarani

Da chapa “Avante Meu Bugre“, Rômulo Amaro é candidato a reeleição à presidência do Guarani, equipe de futebol de Campinas. Participando da sabatina especial da ocasião no podcast Tudo Pode, apresentado por Fernando Degaspari, o candidato falou sobre a possibilidade de uma SAF, as dificuldades financeiras enfrentadas e o caminho para recuperação.

Aos 52 anos e nascido em Campinas, Rômulo se diz bugrino desde sempre, com entrada na vida do clube há aproximadamente 10 anos. De acordo com ele a dedicação ao Guarani teve inicio em 2023 quando foi convidado a participar do Conselho Administrativo e também como vice-presidente comercial.

No final de 2024, alguns problemas políticos afetaram o clube e por questões de saúde o até então presidente precisou se afastar dando lugar ao posto ocupado hoje por Amaro.

“Dali para frente, eu tive que enfrentar alguns momentos dificeis, principalmente na área financeira do clube. Instabilidade política. O resultado desportivo já não estava acontecendo, isso também é um fator muito preponderante para que você tenha paz para trabalhar e é o que a torcida espera”, disse Rômulo.

Dificuldades do clube em 2025

O atual presidente afirmou ter passado por muitas dificuldades em 2025, e só quando “conseguiu um pouco de paz” começou a implementar as mudanças necessárias.

“As alterações foram realizadas, as tomadas de decisão foram feitas. Correções durante o percurso foram realizadas também. E a gente conseguiu de uma certa forma melhorar e recuperar um pouco do futebol dentro do ano de 2025”, analisou ele.

Com uma experiência de três decadas no mercado do varejo Rômulo destaca as diferenças com o futebol. ” O futebol não é uma ciência. Diferente do varejo, que você vai lá comprar uma carreta de duas mil lavadoras e se você fizer um preço abaixo (do mercado) você vai vender as duas mil”.

Ele diz que diferente do seu mercado de atuação, o mundo da bola não oferece autonomia suficiente para tomadas de decisão importantes, ainda citando o exemplo das lavadoras, que em caso de não conseguir vender, a equipe seria cobrada sobre os motivos ou até a troca do grupo. “Aqui hoje dentro do futebol e dentro de um modelo associativo, você não tem nem essa autonomia e nem essa possibilidade de seguir esse planejamento”.

SAF no Guarani

Para Rômulo a SAF é uma saída muito interessante para os clubes de futebol do país, com exemplares pelo mundo. Com a criação da lei que permite que equipes brasileiras sejam geridas por empresas, o caminho seria sem volta, de acordo com ele.

“Hoje as principais administrações dos clubes que têm sucesso, ele são geridos por líderes de grandes empresas e com altos investimentos e processos pré-estabelecidos. Com autônomia para as pessoas que conduzem o processo”, refletiu o candidato.

O SAF de acordo com rômulo seria importante até mesmo para garantir autonômia aos gestores de equipe, sempre com planos pré-estabalecidos.

Eleições do Guarani
Rômulo Amaro, candidato a reeleição no Guarani e o apresentador, Fernando Degaspari

Recuperação Judicial

Em processo de recuperação judicial, o candidato diz que tudo foi muito bem conduzido para futuramente estabelecer a saúde financeira do clube. Com meta de em até 2030 ter baixado quase metade do valor dividendo.

“Hoje a vida financeira do Guarani tá muito debilitada. Já esteve pior, a gente conseguiu durante esse ano melhorar muito, acertar muitos pontos. Mas ainda falta muitos detalhes para que a gente chegue em patamar de realização”, justificando o difícil acesso a novas formas de receita, o que com a SAF, segundo ele, seria um processo muito mais rápido.

A homologação da recuperação que já foi feita no Bugre, garante uma rápidez e facilidade no caso do clube entrar no sistema de Sociedade Anônima do Futebol.

Possíveis atualizações

O Bugre hoje chama de casa e manda jogos no Brinco de Ouro, que para Rômulo é um estádio maravilhoso mas acaba ficando defasado com o tempo.

“Então assim, as manutenções são muito altas. Está sempre tendo que mexer aqui e investir ali. A construção de uma nova arena mudaria o patamar do Guarani, eu acredito muito nisso”, afirmou Rômulo Amaro

Rômulo diz que atualmente o Centro de treinamento é pequeno, mas consegue atender as demandas pela proximidade com o estádio. O candidato a reeleição falou até mesmo sobre a construção de um terceiro campo em uma parceria, para utilização das categorias de base.

A possível contrução de uma nova arena e de um novo CT capaz de comportar as equipes de base e profissional equivalendo a estrutura para ambas as categorias, entraria como investimento da empresa que adquirisse as cotas como Sociedade Anônima. Amaro vê na construção de um estádio a chance de conseguir novas formas de receita através de aluguel para shows e eventos, assim como acontece na capital, e até mesmo através de Naming Rights, com empresas parceiras.

“‘Se não tiver uma SAF, o Guarani vai quebrar, vai morrer?’ Não, não vai quebrar e não vai morrer nunca, a gente vai ter que trabalhar muito no desenvolvimento individual, vai ter que buscar parcerias com outras instituições. A gente vai buscar receita onde não existe”, disse Rômulo.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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