Na madrugada de sábado (19), uma mãe encontrou seu bebê morto ao acordar para amamentá-lo, em Ponta Grossa, no Paraná. A criança de apenas dois meses apresentava sinais de agressão. A polícia prendeu o pai em flagrante e o acusou de homicídio qualificado e lesão corporal contra a mulher.
O que se sabe sobre o caso do bebê morto em Ponta Grossa?
Segundo o relatório da Guarda Municipal, o companheiro informou à mãe, de 32 anos, que já havia alimentado o bebê quando ela chegou do trabalho por volta das 23h. Horas depois, ao verificar o filho, encontrou o corpo com a pele fria e um ferimento no olho.
Ao tentar pedir socorro, o homem agrediu e esfaqueou a mulher na perna. Fingiu estar desacordada até que o homem dormisse. Em seguida, pulou o muro da casa com o bebê nos braços para buscar ajuda na base da GM. Mas já era tarde: o bebê estava morto.
Pai é preso e polícia confirma sinais de agressão
O suspeito, de 37 anos, foi preso no quarto da casa. À polícia, ele alegou que a criança havia engasgado por volta das 18h do dia anterior, mas disse que não chamou socorro por não saber o que dizer.
A Polícia Civil informou que o bebê morto tinha traumas na cabeça. A polícia solicitou exames periciais para confirmar a causa da morte. Após a audiência de custódia, o juiz decretou a prisão preventiva do pai.
Histórico de violência preocupa autoridades
O pai já tinha registros de agressão. Em janeiro de 2025, uma denúncia registrou que ele bateu na esposa grávida, a mesma mulher agora vítima da nova agressão. Já em 2021, teria fraturado o fêmur de outro bebê de dois meses. Em 2016, testemunhas o acusaram de agredir uma criança de três anos com um tapa no rosto.
Casos como esse acendem o alerta para a violência doméstica e infantil, que ainda atinge muitas famílias brasileiras, muitas vezes sem denúncia.
Como denunciar violência contra crianças?
Qualquer pessoa pode denunciar agressões a menores de forma anônima pelo Disque 100, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil ou diretamente às autoridades locais.Agir rápido pode salvar vidas.