O Deputado do PSOL Glauber Braga foi retirado à força da mesa diretora da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9). Houve tumulto no Plenário e a polícia legislativa teve que intervir na situação após Braga se negar a sair da mesa diretora, na qual ele não possui cargo para ocupar. Segundo Braga, o ato foi uma forma de protestar contra um processo de cassação contra ele.
A pedido do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a imprensa foi removida do local e a transmissão da TV Câmara foi encerrada. Mota publicou nas redes sociais uma nota criticando Braga por ocupar a cadeira da Presidência da Câmara para impedir o andamento dos trabalhos.
Quando o deputado Glauber Braga ocupa a cadeira da Presidência da Câmara para impedir o andamento dos trabalhos, ele não desrespeita o presidente em exercício. Ele desrespeita a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo. Inclusive de forma reincidente, pois já havia…
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) December 9, 2025
“O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica. O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele. Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida. Determinei também a apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa”, comenta ele na rede X.
Braga compartilhou em seu Instagram o momento em que foi tirado a força da cadeira, além disso, em seu perfil oficial pontuou que a ação ocorreu de forma “extremamente violenta” e que as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL – SP) e Célia Xakriabá (PSOL -MG) também foram agredidas.
A assessoria da deputada Sâmia confirmou a informação de que houve agressão física por parte dos policiais legislativos e que irão registrar um boletim de ocorrência e fazer exame de corpo de delito.