A repercussão sobre o passaporte de Eliza Samudio encontrado em Portugal reacendeu uma dor que nunca cessou. Em um desabafo público, a mãe da modelo, Sonia Fatima Moura, afirmou de forma direta: “minha filha está morta”, e criticou a forma como o assunto voltou a ser tratado por parte da imprensa.
A manifestação ocorreu após notícias sugerirem novas dúvidas sobre o caso, o que, segundo ela, ignora a dor da família e explora a imagem de Eliza apenas para gerar audiência.
Mãe de Eliza Samudio fala em dor, revolta e falta de ética
Sonia usou as redes sociais para dizer que aprendeu, “da forma mais dura”, a não esperar sensibilidade de quem nunca viveu uma perda semelhante. Para ela, a exposição constante reabre feridas e transforma a saudade em revolta.
Segundo o relato, a história de Eliza Samudio não pode ser reduzida a manchetes frias. Sonia destacou que a filha tinha sonhos, uma trajetória e uma vida que foi interrompida, e que cada nova especulação aumenta o sofrimento de quem vive um luto permanente.
Passaporte encontrado em Portugal levanta questionamentos
O passaporte de Eliza Samudio foi localizado no fim do ano passado em um apartamento alugado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. O documento é autêntico, não possui segunda via e estava em bom estado de conservação.
As informações oficiais indicam que o passaporte foi emitido em 2006, com validade até 2011, e contém apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 2007. O Itamaraty informou que o documento, já cancelado, será enviado para Brasília e ficará à disposição da família.
Família diz que episódio abalou novamente o psicológico
O irmão da modelo afirmou que a descoberta “deu uma balançada” emocional na família. Apesar da confirmação de que o passaporte pertence a Eliza, ainda não está claro se o documento foi perdido ou roubado, reforçando a sensação de perguntas sem respostas.
Para a mãe, essas lacunas não são detalhes. Segundo Sonia, há fatos mal explicados e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já sofreu o irreparável.
Relembre o caso Eliza Samudio
A modelo Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 após viajar ao encontro de Bruno Fernandes de Souza, então goleiro do Flamengo. Ela havia acabado de ter um filho com o atleta e buscava o reconhecimento da paternidade.
As investigações apontaram que Eliza foi assassinada em Minas Gerais, e oito pessoas acabaram condenadas pelo crime. O corpo nunca foi encontrado, o que mantém o caso como uma ferida aberta na história recente do país.
Mais de uma década depois, o nome de Eliza Samudio ainda volta ao noticiário, mas, como lembra a mãe, a verdade central permanece a mesma: a vida de sua filha foi interrompida, e isso não pode ser tratado como espetáculo.
*Com informações de IstoÉ