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Por que os Correios continuam em greve? Entenda decisão do TST

Julgamento sobre paralisação foi suspenso nesta segunda (21); saiba o que muda para os serviços e prazos das entregas
Fachada amarela de uma agência dos Correios com a logótipo oficial em azul e amarelo sobre uma placa branca. O edifício apresenta uma estrutura metálica em grelha azul na parte superior, sob um céu azul limpo.

A greve dos Correios continua nesta terça-feira (22) após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspender o julgamento sobre a paralisação na segunda-feira (21). A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), entidade que representa sindicatos da categoria, orienta os trabalhadores de suas bases a manterem a greve até a retomada da sessão. O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho deu 48 horas para que as entidades analisem novos documentos apresentados pelos Correios. O julgamento será retomado na quinta-feira (24), às 15h30.

Por que o julgamento da greve dos Correios foi suspenso?

A suspensão ocorreu após os Correios apresentarem novos documentos no processo, juntados na sexta-feira à noite e no sábado.

Segundo Vieira de Mello Filho, as entidades dos trabalhadores ainda não tinham tido a oportunidade de analisar o material. Por isso, o ministro considerou que uma decisão sobre a abusividade da greve dos Correios naquele momento poderia comprometer o direito de manifestação da parte contrária.

Durante a sessão, o ministro também afirmou que seria necessário analisar uma prova substancial antes de decidir sobre a abusividade da paralisação e uma possível multa de R$ 200 mil ao sindicato.

Com a interrupção, as federações terão 48 horas para se manifestar sobre os documentos apresentados no processo.

Quando será o novo julgamento dos Correios?

O TST marcou a retomada da sessão para quinta-feira (24), às 15h30.

A decisão sobre a continuidade ou não da greve ficará para essa nova etapa do julgamento.

Antes disso, uma liminar do próprio TST já havia determinado que a categoria mantenha 80% do efetivo em funcionamento em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação.

A medida envolve áreas como atendimento, transporte e distribuição.

Por que os trabalhadores dos Correios estão em greve?

A paralisação começou após os Correios e os trabalhadores não chegarem a um acordo sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho.

O principal ponto de divergência envolve o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

A FINDECT afirma que as negociações avançaram nos demais itens do acordo e que o plano de saúde é o principal impasse para a conclusão das tratativas.

A federação defende a manutenção do modelo atual, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício.

Segundo a entidade, uma mudança nesse formato pode aumentar o impacto financeiro do plano para as famílias. A preocupação, de acordo com a FINDECT, envolve mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes.

O que a FINDECT orienta os trabalhadores?

Após a suspensão do julgamento, a FINDECT orientou os trabalhadores das bases dos sindicatos filiados a continuarem em greve até a retomada da sessão no TST.

O presidente da federação, José Aparecido Gândara, afirmou que a orientação permanece válida até a próxima sessão.

A entidade também diz que continua aberta ao diálogo com os Correios e que já solicitou formalmente a retomada das negociações.

O que dizem os Correios sobre a greve?

Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da paralisação e pediram que o movimento fosse considerado abusivo, além da manutenção dos serviços.

A empresa afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente.

Segundo a estatal, também foi colocado em prática um plano de ação para reduzir os efeitos da greve. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega.

A empresa afirma que as ações buscam preservar o fluxo logístico e minimizar eventuais impactos aos clientes.

O que pode acontecer após o julgamento?

O resultado da sessão de quinta-feira (24) deve definir os próximos encaminhamentos relacionados à paralisação.

Após o julgamento, os sindicatos deverão realizar novas assembleias para avaliar a decisão do TST e definir as medidas junto aos trabalhadores.

Enquanto isso, segundo a FINDECT, a greve dos Correios permanece mantida.

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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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