Um hacker de 26 anos foi preso na manhã desta terça-feira (16), em Pernambuco, durante a terceira fase da Operação Medici Umbra, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ele é acusado de fornecer informações utilizadas em ameaças contra o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como “Felca”.
A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/Dercc), busca desarticular um grupo criminoso de atuação nacional, especializado em invasão de sistemas, estelionato eletrônico e falsificação de documentos. Até agora, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e outros três de busca e apreensão em Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Duas pessoas foram presas.

Alvo principal da operação
Apontado como “a fonte”, o suspeito detido em Pernambuco é considerado o principal alvo da operação. Segundo a investigação, ele teria invadido sistemas governamentais para extrair e revender dados, afirmando em conversas ter acessado 239 milhões de chaves Pix. O material era repassado a intermediários responsáveis por manter painéis clandestinos de consultas.
Além de abastecer criminosos virtuais já presos em fases anteriores da operação, o investigado também fornecia informações a um alvo detido pela Polícia Civil de São Paulo, suspeito de ameaçar o influenciador Felca.
Estrutura criminosa
Um dos intermediários, também de 26 anos, residente no Rio Grande do Norte, criou uma plataforma de “puxadas” em grupos de mensagens para comercializar consultas ilegais a dados sensíveis. Os compradores utilizavam as informações para aplicar fraudes e outros crimes.
Outro investigado, de 26 anos, residente em São Paulo, segue foragido. Ele é apontado como integrante central de uma célula responsável por fraudes contra médicos gaúchos, alvo da primeira fase da Medici Umbra, deflagrada em junho.
A operação contou com apoio das Polícias Civis de Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.