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Saiba o que era o Banco Pleno, ligado ao Master e liquidado pelo BC

Instituições de Augusto Lima, ex-sócio do Master, tiveram bens de controladores tornados indisponíveis; BC cita deterioração financeira
Banco Central do Brasil (Foto: Reprodução; Marcello Casal / Agência Brasil)

Nesta manhã de quarta-feira (18), o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM, instituições associadas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. A medida ocorre no contexto de apurações que envolvem suspeitas de fraudes investigadas pela Polícia Federal (PF) na operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.

Em nota, a autarquia informou que o grupo é de pequeno porte e classificado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo o Banco Pleno como instituição líder. Segundo o BC, o conglomerado responde por 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

De acordo com o comunicado oficial, a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira, com agravamento da liquidez, além de descumprimento de normas que regem a atividade e desatendimento a determinações do próprio Banco Central.

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, disse em nota.

O BC também destacou que o resultado das investigações pode levar à aplicação de sanções administrativas e à comunicação às autoridades competentes, conforme a legislação. Com a decretação da liquidação, os bens dos controladores e administradores das instituições tornam-se indisponíveis, nos termos da lei.

Logotipo do Banco Pleno em fachada de vidro, instituição sob liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM (Foto: Reprodução / Banco Pleno)

Histórico de medidas relacionadas

O Banco Master, de Daniel Vorcaro, foi submetido à liquidação extrajudicial em 18 de novembro do ano passado, data que coincidiu com a primeira fase da operação Compliance Zero. Na ocasião, Lima e Vorcaro foram presos pela força-tarefa, sendo liberados dias depois com uso de tornozeleira eletrônica.

Desde então, o BC também determinou a liquidação de outras duas instituições associadas ao Master:

  • Reag Investimentos
  • Will Financeira

No início de fevereiro, o Grupo Fictor, que havia manifestado interesse na aquisição do Master antes da liquidação, solicitou recuperação judicial.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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