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Novas regras de frete entram em vigor e exigem CIOT no Brasil

Código passa a ser obrigatório em todo o país e bloqueia operações irregulares; multas podem chegar a R$ 10 milhões
Emissão obrigatória do CIOT para transporte de cargas e conformidade com novas regras de frete.

Novas regras de frete já estão em vigor no Brasil e passam a exigir a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes do início das viagens. Sem o registro, operações serão bloqueadas e empresas podem ser multadas por descumprimento do piso mínimo do setor.

O CIOT, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), irá garantir que todas as contratações de frete paguem o piso mínimo do setor. Caso contrário, o código não será emitido, bloqueando fretes irregulares ainda na fase inicial.

O código está diretamente ligado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, e, por isso, a fiscalização do cumprimento das novas regras ocorrerá de forma automática e em larga escala, abrangendo todo o território nacional.

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Peça-chave do controle regulatório

Pelo CIOT, o controle regulatório poderá conferir as informações completas sobre o frete: contratantes, transportadoras, carga, origem, destino, valores pagos e o piso mínimo aplicável.

Segundo informações da ANTT, sem o código o frete não poderá ser realizado, e contratações feitas abaixo do valor mínimo necessário serão canceladas antes mesmo do início.

Penalidades para o descumprimento das regras

Caminhões em rodovia sob fiscalização do piso mínimo de frete e obrigatoriedade do registro CIOT.
Multas por pagamento abaixo do piso mínimo podem chegar a R$ 10 milhões

As medidas previstas na Medida Provisória 1.343/2026, publicada na quinta-feira (19), valem para transportadores, empresas contratantes e intermediários do setor.

A MP prevê penalidade específica para aqueles que descumprirem as novas regras relacionadas ao CIOT, com multa de R$ 10,5 mil por cada operação não registrada.

Já quem contratar frete pagando valor abaixo do piso mínimo exigido de forma reiterada (com mais de três autuações em seis meses), terá o Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) suspenso. Em caso de reincidência, ele será cancelado, com impedimento de atuação por até dois anos. Essas penalidades não se aplicam aos transportadores autônomos.

“Empresas que contratarem fretes abaixo do piso podem pagar multas que variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões a cada operação irregular. Em casos de irregularidades graves, a norma permite alcançar sócios e grupos econômicos, desde que comprovado abuso ou confusão patrimonial”, informou a ANTT.

A medida também estabelece que o contratante seja responsável pela emissão do CIOT quando houver transportador autônomo de cargas. Nos demais casos, a responsabilidade fica por conta da transportadora.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Desenvolveu uma iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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