O Ozivy, produzido pela EMS, está mais próximo de chegar ao consumidor após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluir a definição do preço máximo de venda. Segundo informações publicadas pelo G1, o medicamento teve o valor limitado a R$ 803,44.
Sem considerar os impostos, exatamente o mesmo teto aplicado ao Ozempic. A autorização concedida ao medicamento contempla apenas o uso no controle do diabetes tipo 2. Apesar de a semaglutida ter ganhado popularidade por seus efeitos na redução de peso, o Ozivy ainda não recebeu aval da Anvisa para ser utilizado no tratamento da obesidade.
No Brasil, a venda de um medicamento só pode ser autorizada após a fixação de um preço teto. Essa definição é realizada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), vinculada à Anvisa. O valor determinado funciona como limite para o comércio do produto, impedindo que farmácias pratiquem preços acima do permitido.
Para viabilizar a produção em massa do produto, a empresa investiu R$1,2 bilhão em sua fábrica localizada em Hortolândia. A expectativa do laboratório é vender 1,2 milhão de doses no primeiro ano, gerando um faturamento de R$ 500 milhões.
A farmacêutica vai comercializar o medicamento em quatro apresentações de doses:
- 0,25 mg;
- 0,5 mg;
- 1 mg;
- 1 mg (embalagem contendo duas canetas).
Mesmo com a aprovação para comercialização, o Ozivy não passará a ser distribuído imediatamente pelo SUS. Para que isso aconteça, o medicamento ainda precisa ser examinado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar sua inclusão na rede pública. A oferta só poderá ser autorizada após a recomendação favorável do órgão e a decisão final do Ministério da Saúde.
A EMS estima que o medicamento chegue às farmácias entre julho e agosto. Com a entrada da versão nacional no mercado, a expectativa é que a fabricante do Ozempic intensifique a oferta de descontos para competir com o novo produto