O Plano Nacional do Livro e da Leitura começa a valer nesta quarta-feira (29) e marca uma nova fase de incentivo à leitura em todo o Brasil. Com metas previstas até 2036, o programa pretende ampliar o acesso a livros, fortalecer bibliotecas e aumentar o número de leitores no país.
O novo ciclo envolve ações do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, além da participação de estados, municípios e sociedade civil. A proposta é transformar a leitura em um direito mais acessível e presente no dia a dia dos brasileiros.
O que muda com o Plano Nacional do Livro e da Leitura
O Plano Nacional do Livro e da Leitura traz diretrizes para os próximos dez anos com foco direto na democratização do acesso. Entre os principais objetivos, está o aumento do percentual de leitores no Brasil, que hoje gira em torno de 47%, com meta de chegar a 55% até 2035.
Além disso, o plano prevê:
- Expansão de bibliotecas públicas e escolares
- Redução do custo dos livros para a população
- Incentivo à leitura em escolas e comunidades
- Fortalecimento da economia do livro
A ideia é integrar políticas já existentes, como o Sistema Nacional de Cultura e programas educacionais, para criar um ambiente mais favorável à leitura.
Acesso ao livro e incentivo à leitura ganham prioridade
Um dos pilares do Plano Nacional do Livro e da Leitura é garantir que o livro chegue a mais pessoas, especialmente em regiões com menor acesso. O plano também reforça o papel da leitura como ferramenta de cidadania e desenvolvimento social.
Outro destaque é a valorização da escrita criativa, que passa a ser tratada como um direito. A proposta incentiva a produção cultural em comunidades periféricas, indígenas e quilombolas, ampliando a diversidade de vozes no país.
Além disso, o plano inclui ações de acessibilidade, com incentivo a materiais em braille, libras e audiolivros.
Plano aposta na leitura como ferramenta contra desigualdade
O novo Plano Nacional do Livro e da Leitura também amplia a atuação em espaços fora do ambiente tradicional. Hospitais, presídios e outros locais passam a integrar as estratégias de incentivo à leitura.
A leitura é tratada como instrumento de inclusão e até de transformação social, com impacto direto na educação, na cultura e na formação cidadã.
A criação de uma plataforma oficial com conteúdos organizados também facilita o acesso a políticas públicas, cartilhas e programas ligados ao tema.
Novo ciclo retoma política após anos de pausa
O Plano Nacional do Livro e da Leitura retoma uma política pública que estava desatualizada desde o ciclo anterior, encerrado em 2016. A retomada ganhou força a partir de 2023, quando o tema voltou à agenda prioritária do governo.
Agora, com novas metas e estrutura, o plano busca consolidar o livro como um bem essencial no país e ampliar seu papel na formação educacional e cultural da população.
Com início imediato, a expectativa é que os efeitos comecem a aparecer nos próximos anos, principalmente no acesso à leitura e na presença de livros em diferentes regiões do Brasil.