A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira (4). A medida vale para os períodos das 7h às 10h e das 17h às 20h. A decisão ocorre por causa da greve dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto. O cenário provoca impactos severos na mobilidade urbana, especialmente na Zona Leste da capital.
O que muda no trânsito e o que continua valendo
Com a medida emergencial da gestão municipal, motoristas com veículos de final de placa 3 e 4 circulam livremente pelo centro expandido nos horários de pico. A regra dispensa riscos de autuação ou multa.
Apesar da liberação, a prefeitura ressalta que as demais restrições de trânsito continuam vigentes na capital. Seguem válidas as seguintes normas:
- Rodízio de veículos pesados (caminhões);
- ZMRC (Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões);
- ZMRF (Zona de Máxima Restrição aos Fretados).
As faixas exclusivas de ônibus mantêm a proibição e não recebem tráfego geral de automóveis. Para mitigar os transtornos aos passageiros, a SPTrans reforçou a frota de três linhas que atendem as estações mais afetadas. A ação garante a conexão estratégica com o Metrô e a região central. Equipes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) acompanham in loco as condições de circulação em todas as regiões.
Panorama da Frota e operação especial
As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa funcionam normalmente. Nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, o atendimento ocorre de forma regular. As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata adotam regime especial de operação para absorver o fluxo de passageiros.
Motivos da paralisação e situação das estações
Em nota, a administração estadual afirmou que a paralisação aconteceu mesmo após o atendimento das demandas apresentadas pela categoria. Diante da continuidade do movimento, a companhia recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento da decisão, o tribunal fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
A CPTM informou que a Linha 11-Coral opera parcialmente entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. O aviso oficial da companhia destaca que os trens circulam exclusivamente trecho a trecho devido à greve.
Nos terminais e estações, o cenário apresenta restrições operacionais:
- Estação Poá (Linha 11-Coral): permanece fechada ao público;
- Estação Tatuapé: reabriu por volta das 4h40 e integra o trecho parcial da Linha 11-Coral;
- Estação Brás: manteve as portas fechadas no início da manhã. Manifestantes concentraram-se em frente ao local desde as 4h, acompanhados por equipes da Polícia Militar. O terminal também atende linhas ferroviárias que não sofreram impactos da paralisação.
A prefeitura e os órgãos de mobilidade projetam que a Zona Leste concentre os maiores gargalos e impactos logísticos durante todo o dia. O cenário permanece ativo enquanto os ferroviários mantêm a paralisação.